Bolsonaro urra antes e mia ao entrar no STF

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Pela nota divulgada ontem pelo Gabinete de Segurança Institutucional (GSI), comandado pelo general Augusto Heleno, parecia que o presidente Jair Bolsonaro estava novamente armado até os dentes para afrontar os ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial a Luís Roberto Barroso, que é também presidente do Superior Tribunal Eleitoral.

Pela submissão, cordata, e natural, como qualquer cidadão brasileiro, à determinação do presidente do STF, ministro Luís Fux, de só admitir visitas de pessoas com vacinação completa contra a Covid-19 ou com teste recente de PCR, do presidente Bolsonaro à normas da Corte para assistir à posse do seu 2º ministro indicado, o “terrivelmente evangélico” André Mendonça, era só jogo de cena.

Antes assim. O presidente da República, 1º mandatário do país, deve dar o exemplo de cumprimento das leis. E não de afrontá-las. Como faz frequentemente.

 

Se a moda pega...

O Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, diante de uma difícil reeleição para o Senado em 2022, vislumbrou uma janela de oportunidade para se habilitar a uma das vagas no Tribunal de Contas da União, cuja indicação está na órbita do Senado. A oportunidade foi a saída antecipada do conselheiro Raimundo Carreiro, nomeado por Bolsonaro para assumir a embaixada do Brasil em Portugal, o que abriria a vaga para uma pessoa de confiança examinar suas contas de 2021 e 2022.

Pelas contas de Bezerra, se o Senado repetisse o apoio dado a André Mendonça (47), a vaga seria dele. Seus adversários eram a senadora Katia Abreu (PP-TO) e Antônio Anastasia (PSD-MG). Katia Abreu, que na véspera jantou com o cacique do MDB, Renal Calheiros, e o ministro da Casa Civil, o senador licenciado Ciro Nogueira, do PP-PI), um dos líderes do Centrão, dormiu convicta de que a vitória seria sua. Um dos votos prometidos era do filho 01, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Votos apurados, Anastasia ganhou de lavada: 51 votos, contra 19 para Katia e só 7 para Bezerra. Desprestigiado, Fernando Bezerra pôs o cargo à disposição.

Tem muito líder de meia tigela e ministro meia boca que podia aproveitar a onda e sair à francesa.

 

Alô, mamãe, vou ligar do 5G

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, deputado federal licenciado (PP-RN) e herdeiro de uma família com forte presença na política potiguar (o pai, Robinson Faria, foi governador do estado, e a mãe, Maria Nina Salustino de Faria, há tempos separada do ex-marido, é uma das locomotivas da vida social no estado, e sempre conseguiu bons empregos fantasmas, como na cidade de Parnamirim, vizinha a Natal), vai aproveitar o clima natalino para fazer uma visita à capital do Rio Grande do Norte com todo o aparato oficial de deslocamento de autoridades.

Embora ainda não tenha se declarado candidato ao governo (o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, também almeja o cargo), Fábio Faria vai fazer um périplo digno de candidato em pré-campanha nesta 5ª feira, 16 de dezembro. Oficialmente, ele participa da cerimônia de lançamento de projetos 5G em Natal, marcada para as 19 horas, no Midway Mall, maior shopping da capital, do Grupo Guararapes, comandado pelo empresário Flávio Rocha, apoiador de Bolsonaro.

Estão programados a apresentação do projeto-piloto 5G na iluminação pública e a exposição de casos de uso da tecnologia de 5ª geração de redes móveis. O ministro que comanda a implantação da banda 5G no Brasil podia seguir o populismo do sogro Silvio Santos e fazer ligação experimental de 5G para a mamãe.

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