O pequi vale muito

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Foto: divulgação
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Sabe aquele “meme” de que o presidente Jair Bolsonaro “não vale um pequi roído”?

Pois bem, o IBGE, ao divulgar hoje o panorama da Silvicultura brasileira, que tem a produção de madeira de eucalipto como seu carro chefe, com faturamento de R$ 5,8 bilhões no ano passado, puxado pelas exportações de pasta de celulose e utilização de carvão vegetal usado na produção de ferro gusa exportado principalmente para a China, elenca outras fontes de riqueza da indústria extrativa do país.

Descontando as madeiras nativas derrubadas e exportadas de forma clandestina da Floresta Amazônica, os destaques em 2020 foram o açaí, com produção de 220,5 mil toneladas e faturamento de R$ 694,3 milhões (+ 17,8% sobre 2019), seguido pela erva-mate, com receita de R$ 559,7 milhões, aumento de 38,8% frente a 2019, estimuladas pela desvalorização do real.

No meio deste cenário, o destaque apontado pelo IBGE foi o crescimento do pequi: aumento de 127,9% no volume e 122,7% no valor da produção, concentrada em Minas Gerais (51,8%) e Tocantins (39,7%).

Não tem nada a ver com a cotação política do presidente da República:

“O pequi passou a ter outras formas de comercialização agregando valor: polpa, conserva, castanha, óleo, farinha, etc. Isso fez com que a cultura atingisse novos mercados”, explica o gerente de agricultura, Carlos Alfredo Guedes.

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