INFORME JB
Senado aprova MP da imoral entrega da Eletrobras
Por INFORME JB
Publicado em 17/06/2021 às 20:28
Alterado em 17/06/2021 às 21:00
Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso Nacional Agência Senado
O Senado aprovou, hoje (17), a medida provisória (MP) que viabiliza a privatização da Eletrobras. O texto foi aprovado com 42 votos favoráveis e 37 contrários. Por ter sofrido alterações em relação ao que foi aprovado na Câmara dos Deputados, em maio, o texto volta para nova apreciação dos deputados.
Sugiro que todos acompanhem a votação da MP da Eletrobrás. Pego emprestada a definição da @SimoneTebetms: inconstitucional na forma e imoral no conteúdo. Escândalo é pouco #Eletrobras
— Senador Alessandro Vieira (@Sen_Alessandro) June 17, 2021
A votação foi marcada pela divisão e pelos debates sobre o tema. Senadores de partidos geralmente opostos em votações polêmicas ficaram do mesmo lado. O PT e o PSDB, por exemplo, se posicionaram contrários ao texto apresentado pelo relator senador Marcos Rogério (DEM-RO). Houve, no entanto, divisão em partidos como o MDB.
O relator ouviu sugestões ao longo do dia e acatou emendas, o que possibilitou reverter posicionamentos que até ontem (16) eram contrários à medida. “Todo o esforço feito foi para garantir a aprovação da medida provisória, com a capitalização da Eletrobras, devolvendo a ela o protagonismo no setor elétrico, a capacidade real de investimento para modernização do parque de geração e de transmissão, com foco, sobretudo, na modicidade tarifária, na redução do preço da energia”, disse o relator.
Trechos incluídos na Câmara, consideradas matérias estranhas à MP original foram mantidas no relatório de Marcos Rogério. Dentre eles está o dispositivo que obriga o governo federal a contratar, por 15 anos, energia gerada por usinas termelétricas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O relator adicionou à lista a região do Triângulo Mineiro. A energia termelétrica é mais cara e isso provocou divergências mesmo entre senadores favoráveis à política de privatização de estatais.
Alguns senadores defenderam que a contratação de energia de termelétricas vai encarecer a conta de luz do brasileiro. “Toda essa cota vai operar a uma tarifa maior do que a do leilão. Portanto, a tarifa vai subir, mesmo que na conta de desenvolvimento energético sejam colocados alguns bilhões lá. A conta de luz vai subir. Essa é a realidade dessa MP”, argumentou Jean Paul Prates (PT-RN).
O senador Marcos Rogério também manteve pontos que regulam leilões de energia e dispõem sobre obrigações das empresas estatais que precisarão ser criadas para a administração da usina de Itaipu e do setor de energia nuclear, que, por determinação constitucional, devem ficar sob controle da União.
Dentre as alterações feitas pelo relator em relação ao texto aprovado pelos deputados, está o aumento da contratação obrigatória de usinas termelétricas movidas a gás natural inflexíveis de 6.000 Megawatt (MW) para 8.000 MW. Ele também inseriu um dispositivo que limita a 1% o máximo de ações que poderá ser adquirido pelos funcionários da Eletrobras.
Para atender a bancada de Roraima, em um movimento que garantiu votos favoráveis ao seu relatório, Marcos Rogério acrescentou um dispositivo que garante a continuidade da interligação de Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Roraima é o único estado do país não integrado ao SIN e, por isso, parte de sua energia é comprada da Venezuela, com quem faz fronteira.
Outra alteração na MP impede que as sedes das subsidiárias da Eletrobras – Chesf, Furnas, Eletronorte e CGT Eletrosul – sejam extintas, fundidas ou tenham o domicílio modificado no prazo de dez anos.
Os deputados voltam a apreciar a MP e caso sejam feitas novas alterações o texto retorna ao Senado. Uma medida provisória precisa ter o mesmo texto aprovado nas duas casas. A MP da Eletrobras precisa ter sua aprovação concluída na próxima terça-feira (22), último dia antes de perder a validade.
Federação
A Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), entidade que representa os trabalhadores do setor de energia, criticou a aprovação da MP. Para ela, haverá aumento na conta de luz e impactos negativos para o meio ambiente. “O meio ambiente será afetado, com políticas de descaso como vem ocorrendo com a Vale do Rio Doce, que jamais se preocupou em proteger os biomas onde atuam e suas populações locais. Vender a Eletrobras é abrir mão das nossas bacias hidrográficas, do controle da nossa água, como a do Rio São Francisco”, diz um trecho da nota divulgada pela entidade. (com Agência Brasil)
DEU NAS REDES SOCIAIS
Em greve, funcionários da Eletrobras protestam em Brasília contra MPhttps://t.co/m4VYR3hxss
— Poder360 (@Poder360) June 17, 2021
A Eletrobras é do Brasil! A energia é um tema estratégico para o desenvolvimento do país e qualquer decisão que impactará na vida dos brasileiros não pode ser aprovada assim às pressas sem debate e estudos de impacto financeiro. https://t.co/SXrzHNCSQX
— Leila Barros (Leila do Vôlei) (@leiladovolei) June 17, 2021
Fizemos a nossa parte, @nildagondimpb. Votamos contra a privatização da Eletrobrás que, lamentavelmente, foi aprovada pela maioria.
— Senador Veneziano (@venezianovital) June 17, 2021
ESTÃO VENDENDO O BRASIL!
— Randolfe Rodrigues ???????? (@randolfeap) June 17, 2021
A aprovação da MP p/ vender a Eletrobrás vai gerar:
- Conta da energia + alta
- Sucateamento e apagões
- Aumento da poluição ambiental
- Entrega de uma empresa estratégica p/ o país
O Amapá já sabe que sofrimento é esse. Vivemos 5 apagões em 7 meses!
Sugiro que todos acompanhem a votação da MP da Eletrobrás. Pego emprestada a definição da @SimoneTebetms: inconstitucional na forma e imoral no conteúdo. Escândalo é pouco #Eletrobras
— Senador Alessandro Vieira (@Sen_Alessandro) June 17, 2021
Por 42 x 37 Senado Federal aprovou a privatização da Eletrobrás. Não há outra saída, é rua! Dia 19 de junho é rua dizendo um não a esse governo genocida. Só assim eles recuam! pic.twitter.com/ZKeHvbOkVa
— Glauber Braga (@Glauber_Braga) June 17, 2021
Retrocesso!! Por um voto, o senado aprovou o texto-base da capitalização da Eletrobras. Privatizar a Eletrobras é um ataque a soberania energética do país. Nosso povo não pode pagar a conta!
— Manuela (@ManuelaDavila) June 17, 2021
O Senado acaba de aprovar a privatização da Eletrobras. A medida vai aumentar ainda mais a conta de luz e entrega um setor estratégico da nossa soberania ao empresariado. Mais do que nunca é fundamental ir às ruas contra Bolsonaro para barrar a destruição do Brasil!
— Sâmia Bomfim (@samiabomfim) June 17, 2021
Está passando a boiada inteira na MP da Eletrobrás. A fauna é completa: tem boi na linha, jabuti na árvore, bode na sala, dose pra elefante e teimoso como mula. Mas o q + tem é lobo em pele de cordeiro. A verdade: milhões de brasileiros vão pro brejo por conta do aumento da conta
— Simone Tebet (@SimoneTebetms) June 17, 2021
A privatização da Eletrobras é uma medida do governo Bolsonaro muito nociva à população. Ela resultará em aumento do preço da conta de luz e do crescimento da inflação e do desemprego no país. pic.twitter.com/4ix0kOdNfn
— Humberto Costa (@senadorhumberto) June 17, 2021
VITÓRIA! O Brasil dá um grande passo rumo ao desenvolvimento! Após intensos debates, aprovamos a MP que permite a capitalização da Eletrobras. Uma proposta que representa um marco no desenvolvimento do setor elétrico, propiciando segurança energética e redução na conta de luz!
— MARCOS ROGÉRIO (@MarcosRogerio) June 17, 2021
Sobre a privatização da Eletrobras: hoje, o relator da matéria, o senador bolsonarista Marcos Rogério (DEM-RO), conhecido pela ferrenha defesa do governo na CPI da Covid, acatou mudanças no projeto que, ao invés de diminuir essa conta, vai aumentá-la em alguns bilhões.
— Marina Silva (@MarinaSilva) June 17, 2021
A MP da privatização da Eletrobrás é um escândalo. A conta de luz ficará mais cara e isso terá um impacto enorme nos custos de vida, aumentando inclusive o preço dos alimentos. Mais um vez Bolsonaro e Guedes farão as famílias pobres pagarem a conta.
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) June 17, 2021