Na Câmara, vale voto, não folha corrida

Deputada Flordelis está na base de apoio a Arthur Lira

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A 12 dias das eleições para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, marcadas para a 2ª feira, 1ºde fevereiro, a movimentação dos principais candidatos se intensifica. Como o que vale é o voto, na eleição presencial (no botão de digitação, sem declaração ao microfone), currículos e folhas corridas não têm sido muito levados em conta.

O grupo do deputado Arthur Lira (PP-AL) incluiu hoje numa reunião de grupos de apoiadores nada menos que a deputada Flordelis (PSD-RJ). Mas, suspeita de ter encomendado a morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, a deputada recebeu ontem o pedido de suspensão de seu mandato e pode fazer forfait em fevereiro.

O pedido foi feito pela procuradora Maria Christina Pasquinelli Bacha de Almeida (do MP-RJ), com o argumento de que, mesmo o crime não tendo ligação com o mandato, o cargo de Flordelis poderia "dar ensejo à ingerência na produção de provas" afetando o andamento do processo.

Em matéria de ficha corrida, por incursão no artigo 171 do Código de Processo Penal, e outros deslizes, mesmo com a conhecida “cara de pau” que é marca de muitos políticos brasileiros, como diria o saudoso velho Bezerra da Silva  - se gritar “pega ladrão” -, muita gente vai fugir das fotos ou da votação.