Frente Parlamentar Brasil-China apela a Xi Junping

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Credit...REUTERS/Jason Lee/Pool

Ao longo de 2019 e 2020, o filho 03, o deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que preside a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, e os ministros Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Abraham Weintraub, que deixou o Ministério da Educação em maio do ano passado, não se cansaram de alfinetar a China.

Como não têm a mínima noção da técnica da acupuntura, milenar chinesa, o trio só deixou feridas nas relações entre o Brasil e a China.

Para azar nosso, além de ser o maior comprador de produtos brasileiros (soja, minério de ferro, petróleo, carnes, celulose, milho e algodão), a China é, depois da Índia, o maior fabricante de Insumos Farmacêuticos (IFAs). E é de lá que devem vir o IFA da vacina AztraZeneca da Fiocruz, assim como o IFA da CoronaVac do Butantan.

Como a Índia avisou para o Brasil ter paciência de iogue para receber os IFAs do Instituto Serum, pois primeiro vai atender aos 1,350 bilhão de indianos e, depois, os quase 300 milhões de habitantes dos países vizinhos (Nepal, Butão, Ilhas Maldivas, Bangladesh e Mianmar, aos quais se juntam agora o Afeganistão e as Ilhas Seichelles), deputados federais com ligações com a China estão correndo para tentar apagar a má vontade do país de Xi Jinping com os filhos e assessores de Bolsonaro.

O deputado Fausto Pinato (PP-SP) tentou uma cartada nesta 3ª feira para oxigenar os canais diplomáticos com a China. Presidente da Frente Parlamentar Brasil-China e da Frente Parlamentar do Brics, Pinato enviou uma carta diretamente ao Presidente da República Popular da China, Xi Jinping.

Nela, expõe a situação de dificuldade do Brasil no enfrentamento da Covid, com mais de 210 mil mortos, e explica que as doses de vacinas disponíveis só são capazes de atender 0,5% dos idosos e 34% dos profissionais de saúde.

A Frente Parlamentar do Brics tem uma singular importância. Reúne os 3 maiores produtores de vacinas do mundo, a Índia, a China e a Rússia, e dois dos países mais necessitados: o Brasil e a África do Sul.

LEIA AQUI A CARTA

Com o nome na coluna

O Juiz Marcelo Bretas, da 2ª Vara Federal do Rio de Janeiro, ou seja, o responsável pelos processos da Lava-Jato no estado, incluindo os de Sérgio Cabral, almoçou ontem (18) tranquilamente no restaurante La Fiorentina, no Leme. E fez questão de assinar a presença ilustre numa das colunas da casa, famosa por abrigar as assinaturas de políticos, artistas e personalidades.

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O juiz Marcelo Bretas na Fiorentina, no Leme, deixando seu nome nas célebres colunas de concreto do lugar (Foto: Acervo/La Fiorentina)

O Juiz aproveitava os últimos dias do recesso do Judiciário, iniciado em 20 de dezembro e que se encerra amanhã, 20 de janeiro. Menos no Rio de Janeiro, onde foi prorrogado por mais um dia pelo feriado de São Sebastião, o padroeiro da cidade.



Presidente chinês, Xi Jinping
O juiz Marcelo Bretas na Fiorentina, no Leme, deixando seu nome nas célebres colunas de concreto do lugar