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TCU quer que Dallagnol e Janot devolvam gastos com diárias e passagens da Lava Jato

Órgão acredita que Deltan e Janot poderiam ter usado opções mais econômicas para os deslocamentos e hospedagens da equipe. Dallagnol falou que a medida é uma 'clara reação do sistema contra investigadores que dedicam suas vidas ao combate à corrupção'

Por JORNAL DO BRASIL
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Publicado em 12/04/2022 às 17:00

Alterado em 12/04/2022 às 19:54

O ex-procurador Deltan Dallagnol José Cruz/Agência Brasil

Em decisão unânime, o Tribunal de Contas da União (TCU) responsabilizou nesta terça-feira (12) o ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol, e o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por eventual pagamento de R$ 2 milhões decorrente de gastos com passagens e diárias para servidores que atuaram no processo da Operação Lava Jato.

O processo foi apreciado pela Segunda Câmara do TCU, que agora vai investigar o caso e aplicar eventuais ressarcimentos. A decisão teve como relator o ministro Bruno Dantas.

Na investigação, o TCU deverá solicitar ao Ministério Público de Contas que "identifique e elabore proposta de citação dos procuradores que propuseram o modelo de força-tarefa adotado na Lava Jato, analisando especificamente o papel do procurador Deltan Martinazzo Dallagnol, que era conhecido como coordenador da força-tarefa e era o procurador natural do caso", diz texto do órgão.

Caso Dallagnol seja condenado a ressarcimentos por gastos na operação, ele pode sofrer contestações em sua pré-candidatura a deputado federal pelo Podemos, já que um julgamento que o declare culpado pode torná-lo inelegível e retirar seus direitos políticos, conforme define a Lei da Ficha Limpa.

O ex-procurador-geral e o jurista foram procurados pela reportagem para darem seu parecer sobre a decisão. Janot disse que não concederia declarações, já Dallagnol afirmou que a ação é uma "clara reação do sistema contra investigadores que dedicam suas vidas ao combate à corrupção".

Em sua defesa, ele comparou que os R$ 2 milhões gastos na força-tarefa é um valor bem menor do que o de recuperação de R$ 15 bilhões aos cofres públicos durante a Lava Jato. (com agência Sputnik Brasil)

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