Decisão do TSE contra manifestação de artistas no Lollapalooza provoca críticas no Twitter

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Foto: reprodução de vídeo
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A decisão tomada nesse domingo (27) pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Raul Araújo, proibindo manifestações políticas no festival de música Lollapalooza, rendeu muitas mensagens de repúdio de anônimos e personalidades da academia, políticos, artistas e jornalistas no Twitter. O juiz acatou pedido do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, alegando antecipação de campanha política depois que a cantora Pabllo Vittar criticou o presidente e fez tremular uma bandeira com a foto do ex-presidente Lula, principal adversário político do atual mandatário e que lidera as pesquisas de intenção de votos. A cantora britânica Marina também criticou Bolsonaro durante sua apresentação no Lollapalooza e foi citada na representação do TSE.

O cientista político da FGV EAESP Cláudio Couto recorreu à ironia ao se referir a Araújo, na sua conta no Twitter, como “sem sombra de dúvidas, um juiz coerente”. Na rede social, uma das críticas mais recorrentes à representação do TSE cita que o mesmo magistrado negou pedido do Partido dos Trabalhadores (PT) para a retirada de outdoors elogiosos a Bolsonaro em Mato Grosso em fevereiro.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) escreveu na sua conta: “Estou sentindo que hoje esse Lollapalooza vai ferver”. O historiador Fernando Horta usou sua conta no microblog para mandar um recado para o presidente Bolsonaro ao escrever “isso Bolsonaro, impede o Lollapalooza. Manda a polícia lá parar com tudo que 90% dos jovens vão tirar título de eleitor para pisar na sua cara”. O deputado petista do Rio Grande do Sul Paulo Pimenta escreveu que “a absurda decisão do TSE proíbe manifestação de artistas. Mas do público, não (...)”.

Para a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o “TSE censura manifestação política de artistas igual ditadura militar proibia músicas". E pergunta: "E a democracia? Bolsonaro faz propaganda eleitoral com dinheiro público e nada acontece, diz defender liberdade de expressão e quer calar quem protesta. Quero ver calar o povo.” (com Agência Estado)

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