Arcebispo de Aparecida diz em missa que 'para ser pátria amada, não pode ser pátria armada'

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Foto: Marcos Corrêa/PR
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"Para ser pátria amada, não pode ser pátria armada". A frase, em uma referência direta à agenda de armamento da população do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido), foi proferida pelo arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, durante sermão pregado na missa solene deste dia 12, dedicado à padroeira do Brasil.

"(...) Nesses dias, abracemos o Brasil enlutado pelas 600 mil mortes. Vamos abraçar as crianças, porque hoje é o Dia da Criança, vamos abraçar nossos pobres e vamos abraçar também nossas autoridades, para que juntos construamos um Brasil pátria amada. E para ser pátria amada, não pode ser pátria armada", disse o religioso sob aplausos dos fiéis.

Dom Orlando prosseguiu dizendo que "para ser uma amada, seja uma pátria sem ódio". "Para ser uma pátria amada, tem que ser uma república sem mentiras e fakenews. Pátria amada sem corrupção e pátria amada com fraternidade. Todos os irmãos construindo a grande família brasileira", pregou o arcebispo de Aparecida, em outra referência ao presidente Bolsonaro, que é investigado em inquérito sobre fakenews no Supremo Tribunal Federal (STF).

As palavras de Dom Orlando foram ouvidas pelos ministros da Cidadania, João Roma, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que participaram da missa em homenagem à Senhora Aparecida. Em nenhum momento o arcebispo citou diretamente o nome do presidente Bolsonaro. (Francisco Carlos de Assis/Agência Estado)

 


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