Covaxin foi comprada pelo governo após laboratório dizer que não cumpriria prazo, revelam e-mails

Mesmo depois da Precisa Medicamentos firmar um compromisso com o governo em um contrato de R$ 1,6 bilhão por 20 milhões de doses da Covaxin, a Bharat seguiu frisando que não conseguiria cumprir o calendário

Foto: Reuters / Adnan Abidi
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A CPI da Covid apreendeu e-mails na sede da Precisa Medicamentos que mostram que o laboratório indiano Bharat Biotech, fornecedor da vacina Covaxin contra o novo coronavírus, alertou a empresa brasileira de que não teria como cumprir o cronograma de entregas oferecido ao Ministério da Saúde. Mas, mesmo ciente dessa informação, o contrato foi fechado em 25 de fevereiro.

A vacina indiana nunca conseguiu a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou que o negócio fosse cancelado, o que acabou acontecendo. Foram encontrados indícios de falsificação em documentos apresentados pela Precisa. O caso é investigado na CPI da Covid.

Mesmo após a Precisa Medicamentos firmar um compromisso com o governo em um contrato de R$ 1,6 bilhão por 20 milhões de doses da Covaxin, a Bharat seguia frisando que não conseguiria cumprir o calendário. "A proposta indica um cronograma de entrega que não está alinhado com o nosso compromisso com o governo do Brasil. Se puder esclarecer, nós agradecemos", escreveu Apoorv Kumar em 26 de fevereiro.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal (PF), em 17 de setembro, na sede da Precisa Medicamentos, em São Paulo, mostram ainda que a compra foi fechada pelo governo brasileiro sem um contrato formal entre a Precisa Medicamentos e o laboratório indiano Bharat Biotech.(com Sputnik Brasil)

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