Assista ao documentário dos 80 anos de Clarice Herzog

Viúva do jornalista Vladimir Herzog é um símbolo da resistência

Foto: Instituto Vladimir Herzog
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Clarice Ribeiro Chaves nasceu na capital paulista em 1941. Graduada em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP), conheceu o jornalista Vladimir Herzog, em 1962. Foram apresentados por amigos em comum e se casaram no civil em 1964. Dois meses após a união, com o golpe civil-militar, migraram para Londres, onde tiveram seus filhos Ivo e André. Apesar da ditadura, retornaram ao Brasil em 1968. Vlado seguiu trabalhando como jornalista e cineasta, e Clarice como pesquisadora e publicitária.

Clarice tornou-se uma figura pública após a trágica partida de Vlado, em 1975, quando foi preso, torturado e assassinado nas dependências do DOI-CODI (SP), para onde havia ido voluntariamente prestar depoimentos. Desde então, apesar da dor da perda e das ameaças que sofria, Clarice passou a procurar pela verdade e justiça de forma incansável. Queria elucidar as circunstâncias do crime.

Em 1978, em plena ditadura, entrou na Justiça e conseguiu responsabilizar o Estado brasileiro pela morte de Herzog. Em 2009, levou o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (CIDH/OEA) com apoio do Centro pela Justiça e Direito Internacional (CEJIL). Em 2018, o Estado brasileiro foi condenado pela omissão em elucidar o crime e punir os torturadores de Vlado. Em 2013, graças à Clarice, o atestado de óbito de Vlado foi retificado.

Foram muitas lutas e contribuições para a democracia e os direitos humanos no Brasil. Para agradecer e celebrar a vida desta mulher tão importante para nossa história, o Instituto Vladimir Herzog lançou um documentário. (com Instituto Vladimir Herzog)