Documento revela que ordem para ataque a manifestantes anti-Bolsonaro foi do comandante da PM de Pernambuco

Comunicação interna descreve, em detalhes, a sucessão de fatos no dia do ato, há uma semana

Arthur Souza/Photopress/Estadão Conteúdo
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Um documento de comunicação interna da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) descreve, em detalhes, quem deu as ordens e como foi a sequência de ações do Batalhão de Choque contra os manifestantes no ato que fazia críticas ao governo Bolsonaro, na área central do Recife, no último dia 29 de maio. A coluna Ronda JC teve acesso ao documento, que foi destinado ao subcomandante do Batalhão de Choque, major Valdênio Corrêa Gondim Silva. Trata-se de uma das principais provas para a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS) decifrar, de vez, os culpados pela ação desastrosa da PM, que acabou deixando dois trabalhadores cegos de um dos olhos.

O documento descreve que, às 10h20, uma ligação telefônica do comandante do Batalhão de Choque, tenente coronel Bruno Alves Benvindo, informou que, por determinação do coronel Lopes, diretor adjunto da Diresp (Diretoria Integrada Especializada), "os pelotões Alfa e Bravo deveriam ficar a postos para acionamento, pois havia a determinação do comandante geral da PMPE (Vanildo Maranhão) para fazer deslocamento para a Praça do Derby, entrar em contato com o comandante do policiamento local e realizar a dispersão de uma manifestação de militantes com aproximadamente 300 pessoas, que estavam em flagrante descumprimento ao decreto estadual sobre a covid-19". LEIA AQUI A MATÉRIA COMPLETA



Comunicação interna descreve, em detalhes, a sucessão de fatos no dia do ato, há uma semana
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