Ministério Público investiga relatos de troca de vacinas por ouro ilegal

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Foto: Reuters / Bruno Kelly
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O Ministério Público Federal de Roraima está investigando relatos de que ouro extraído ilegalmente está sendo trocado por vacinas anticovid-19 na reserva indígena Yanomami.

Líderes tribais da região amazônica reclamaram dos negócios e promotores afirmam que vão investigar as denúncias como parte de uma investigação já em andamento sobre o desvio de vacinas destinadas aos indígenas.

O Brasil vive atualmente uma das piores ondas da pandemia de coronavírus que qualquer país já sofreu, e os povos indígenas estão entre os mais vulneráveis.

A Associação Hutukara, que representa o povo Yanomami, sinalizou a questão ao Ministério Público com o apoio do Instituto Socioambiental, uma organização não governamental.

A associação disse que um trabalhador de saúde no distrito de Homoxi deu vacinas a mineiros ilegais em troca de ouro. O trabalhador também vendeu gasolina e um gerador para os mineiros por ouro, disse a associação.

“Os Yanomami reclamam há muito tempo que materiais e medicamentos destinados à saúde indígena estão sendo desviados para os garimpeiros”, disse Dário Kopenawa Ianomâmi, da Hutukara, em uma carta descrevendo as denúncias formais enviadas ao Ministério Público e ao Ministério da Saúde.

Outro caso envolveu um trabalhador de saúde separado que encontrou mineiros à noite e lhes deu remédios em troca de ouro, disse a associação.

O Ministério da Saúde informou que recebeu a carta no dia 5 de abril e abriu a investigação.(com agência Reuters)