ONU aprova Declaração dos Direitos Humanos

P or unanimidade, a assembleia geral da onu aprovou a declaração dos direitos humanos, em 10 de dezembro de 1948, poucos antes da meia-noite. quarenta e oito países foram representados na reunião, em paris, e se abstiveram apenas a arábia saudita, a áfrica do sul e a rússia, que tentou adiar para setembro do ano seguinte a votação minutos antes de ser declarada aberta a sessão.

Herbert evatt, delegado da austrália e presidente da assembleia, qualificou a decisão como o “início de uma nova era em benefício do progresso e da paz internacionais”.

A declaração inclui disposições contra toda e qualquer atividade que implique ou vise a eliminação física de pessoas por qualquer motivo. por meio do documento, os direitos básicos do homem contra pirataria, tráfico de escravos e exploração de mulheres e crianças foram assegurados. o espírito de liberdade, igualdade e fraternidade, trazido à tona na revolução francesa (1989), foi também representado no documento, logo no primeiro artigo: “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. são dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”.

Entre os países que defenderam com maior vigor a declaração dos direitos do homem destacaram-se os latino-americanos, além da grã-bretanha e do canadá, cujos delegados salientaram a transcendental importância que o documento tinha para a humanidade, ao contrário do representante soviético, andrey vishinsky. antes da votação, vishinsky acusou as potências europeias de terem provocado a segunda guerra mundial.