Brasil ocupa 54º lugar no ranking de educação

País está situado entre os três que alcançaram a maior evolução na última década O Brasil ficou em 54° lugar no Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa), entre 65 países. A prova, aplicada a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), testa os conhecimentos de alunos de 15 anos. Numa escala de zero a seis, o país obteve média dois em leitura, um em ciências e um em matemática. A boa notícia é que o Brasil está entre os três países que alcançaram a maior evolução na educação na última década.

No quesito leitura, o país ficou em 53º e, em ciências, 57º. Dos 460 mil jovens que passaram pela avaliação, 20 mil são brasileiros. A China lidera a lista na média geral na região de Xangai, seguida por Hong Kong.

O Brasil ingressou no Pisa em 2000. Desde então, a média entre as três provas – considerando os resultados em leitura, matemática e ciências – subiu de 368 para 401 pontos. Nesse mesmo período, apenas dois países conseguiram melhorias superiores aos 33 pontos alcançados pelo Brasil: Chile (37) e Luxemburgo (38). Na média, os países-membros da OCDE ficaram estagnados de 2000 a 2009, sem avanços.

Teoria desmentida Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os resultados desmentem a teoria de que o Brasil estaria sempre em defasagem aos países d e s e nvo l v i d o s .

– Embora alguns países da OCDE tenham melhorado, outros pioraram e, na média, ficaram estagnados. Em educação sempre há espaço para melhorar, mas o mundo desenvolvido está com dificuldades em fazer a sua média subir – afirmou.

Para o ministro, o “pior momento” da educação brasileira foi no início da década, entre 2000 e 2001, quando o país ocupou a lanterna do Pisa. Segundo Haddad, essa tendência foi revertida e parte dos avanços se deve às mudanças no sistema de avaliação do país, especialmente a criação do Ideb, em 2005, que atribui e divulga nota para cada escola pública.

– Não tenho dúvida que isso impactou muito favoravelmente, mexeu com a educação no Brasil – afirma. – Estamos só colhendo os resultados dessa percepção, de que a aprendizagem estava afastada do cotidiano da escola.

PIB O fato de Xangai ter conseguido o primeiro lugar mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita não é fator mais importante. “Nações pobres não são incompatíveis com sistemas educacionais de alta performance”, afirma o relatório da OCDE.

Já os países da América Latina ocupam os últimos 20 lugares no ranking. E o Brasil está à frente de Colômbia (55º), Argentina (57º), Panamá (63º) e Peru (64º). O Chile foi o melhor colocado entre os vizinhos, ocupando o 45º.

Com agências