Campeão de votos, humorista foi acusado de fraudar declaração de escolaridadeAna Paula Siqueira O deputado federal eleito Francisco Everaldo Oliveira Silva (PR-SP), o humorista Tiririca, foi absolvido ontem no processo que apurava denúncia de falsidade ideológica. Ele foi acusado de fraudar declaração de escolaridade apresentada à Justiça Eleitoral no registro de sua candidatura. Tiririca foi o deputado mais votado do país, com 1,3 milhão de votos.
Na sentença, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, entendeu que conhecimentos rudimentares são suficientes para exercer o mandato parlamentar. “A Justiça Eleitoral tem considerado inelegíveis apenas os analfabetos absolutos, e não os funcionais”, afirma o juiz na decisão.
Silveira considerou suficientes os testes de leitura e escrita a que o humorista foi submetido. E que, “pelo menos para fins de exercício de seus direitos políticos” os conhecimentos são suficientes. Ainda cabe recurso da decisão.
O advogado de Tiririca, Ricardo Vita Porto, disse ao JB que a decisão foi recebida “com tranqüilidade” porque toda a documentação apresentada pelo então candidato à Justiça é verdadeira. Com relação às dificuldades que o humorista apresentou para escrever e interpretar os textos durante avaliação na Justiça, o advogado afirma que são decorrentes de um problema motor de “causa não apurada”. Silveira também critica a educação brasileira, a qual ele também considera culpada pelos problemas de leitura e escrita do p a r l a m e n t a r.
– Mas o próprio juiz verificou, após ele (Tiririca) de livre e espontânea vontade comparecer à Justiça, que tem as aptidões necessárias para exercer o cargo – garantiu o advogado.