Cerca de 0,12% da população entre 17 e 20 anos foi infectada. Incidência da doença em mulheres aumentou Enquanto a transmissão do vírus HIV diminui de mãe para filho, a tendência é de crescimento entre os jovens. De acordo com o Ministério da Saúde, levantamento realizado com mais de 35 mil pessoas entre 17 e 20 anos indica que a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%.
O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo).
No caso da transmissão da doença de mãe para filho, a redução chegou a 44,4% entre 1999 e 2009. Para o Ministério da Saúde, os dados revelam que o grande desafio é fazer com que o conhecimento sobre a doença se transforme em mudança de comportamento.
De acordo com a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008), 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a parceria sexual se torna estável.
Para diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco, a pes quisa traz um alerta aos jovens que não se veem em risco. Ele lembra que essa faixa etária não viu a pior face da doença há alguns anos.
– O jovem precisa perceber que a prevenção é uma decisão pessoal e que ele não estará seguro se não se conscientizar e usar o preservativo – enfatiza.
Epidemia estável Os novos números da aids (doença já manifesta) no Brasil, atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos registrados desde 1980. A epidemia continua estável. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença.
Ainda há mais incidência entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo. Em 1989, eram cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.