Agora Trump ataca o papa. E Leão XiV reage: 'não tenho medo'
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O Papa Leão disse à agência de notícias Reuters, nesta segunda-feira (13), que pretende continuar se manifestando contra a guerra após o ataque direto do presidente dos EUA, Donald Trump, ao líder da Igreja, que conta com 1,4 bilhão de membros.
Em comentários a bordo do voo papal para Argélia, onde o primeiro papa dos EUA inicia uma turnê de 11 dias por quatro países africanos, o pontífice também afirmou que a mensagem cristã está sendo "abusada".
"Não quero entrar em um debate com ele", disse Leão enquanto cumprimentava jornalistas no avião. "Não acho que a mensagem do Evangelho seja feita para ser abusada da forma como algumas pessoas estão fazendo."
"Continuarei a me manifestar abertamente contra a guerra, buscando promover a paz, promover o diálogo e as relações multilaterais entre os Estados para buscar soluções justas para os problemas, não tenho medo", disse ele, falando em inglês.
"Muitas pessoas estão sofrendo no mundo hoje", disse Leão. "Pessoas inocentes demais estão sendo mortas. E acho que alguém precisa se levantar e dizer que existe um caminho melhor."
"A mensagem da igreja, minha mensagem, a mensagem do Evangelho: Bem-aventurados os Pacificadores. Não vejo meu papel como político", disse.
Leão, natural de Chicago, emergiu como um crítico declarado da guerra EUA-Israel contra o Irã nas últimas semanas e criticou a "loucura da guerra" em um apelo pela paz, nesse sábado (11).
Trump, em uma aparente resposta (leia abaixo) às críticas do papa tanto ao conflito quanto às políticas rígidas de imigração da Casa Branca, disse no final desse domingo que Leão é "terrível".
"O Papa Leão é FRACO em relação ao crime, e terrível para a política externa", escreveu o presidente em um post no Truth Social.
A publicação de Trump