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Oposição prepara frente ampla para desafiar Meloni nas eleições de 2027

Líderes da centro-esquerda definem calendário para unir forças e enfrentar a coalizão de Giorgia Meloni

Por JB INTERNACIONAL

Elly Schlein, Giuseppe Conte e Nicola Fratoianni em manifestação em Roma

Os principais líderes da oposição na Itália definiram nesta sexta-feira (30) um cronograma para construir uma aliança capaz de enfrentar a coalizão de direita da primeira-ministra Giorgia Meloni nas eleições de 2027. A articulação reúne nomes centrais do campo progressista e busca transformar a atual aproximação em uma alternativa política mais consistente.

Debate sobre programa começa na próxima semana

Em nota conjunta, a secretária do Partido Democrático, Elly Schlein, o presidente do Movimento 5 Estrelas, Giuseppe Conte, e os líderes da Aliança dos Verdes e da Esquerda, Angelo Bonelli e Nicola Fratoianni, anunciaram as próximas etapas da construção do chamado “campo progressista”. O primeiro passo será abrir, já na próxima semana, a discussão sobre o programa da coalizão.

A expectativa é que esse texto comum seja concluído até novembro. Segundo o comunicado, participarão das mesas de discussão as forças de oposição com representação no Parlamento que compartilhem a urgência de construir uma alternativa à direita. A ideia é dar base política e programática à frente ampla antes da disputa eleitoral.

Primárias devem definir candidato até fevereiro

Além do programa, os líderes concordaram que a escolha do candidato da coalizão será feita por meio de primárias até fevereiro. O objetivo é fazer do processo um momento de participação democrática, capaz de assegurar uma liderança apoiada por todas as siglas que integram o bloco progressista.

Até agora, os únicos nomes confirmados nas primárias da centro-esquerda são Schlein e Conte. A secretária do PD é apontada como favorita, embora o cenário ainda dependa das negociações internas e da capacidade de manter a unidade entre as forças aliadas.

Mobilização nacional e disputa por ampliação da aliança

A coalizão também planeja uma mobilização nacional para dezembro, em paralelo às discussões sobre a proposta orçamentária do governo para 2027. A estratégia é ampliar a presença pública do grupo e reforçar a mensagem de oposição antes da reta final do processo eleitoral.

Ao mesmo tempo, o campo progressista discute a possível inclusão de Itália Viva, partido de centro liderado pelo ex-premiê Matteo Renzi. A expansão, porém, enfrenta resistência do M5S, que mantém críticas duras a Renzi e ainda não demonstra disposição de aceitar sua entrada na aliança.

Pesquisas indicam chance de vitória sobre a direita

Levantamentos recentes apontam que uma frente ampla de centro-esquerda poderia derrotar a coalizão de direita liderada por Meloni, embora a data da eleição ainda não tenha sido definida. A hipótese mais provável é outubro de 2027.

Com isso, a oposição italiana tenta chegar ao pleito com uma estrutura mais organizada, um programa comum e um candidato escolhido por primárias, apostando que a união das principais siglas progressistas será suficiente para enfrentar o governo de direita. (reportagem ampliada com informações da Ansa)