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Vaticano condena transmissão de execução nos EUA: 'Espetacularização inaceitável' L

Cardeal Pietro Parolin criticou a decisão americana e disse que transformar a morte em espetáculo é inaceitável

Por JB INTERNCIONAL

O cardeal Pietro Parolin

O Vaticano criticou com dureza a decisão do governo dos Estados Unidos de transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Malik Hasan, condenado pelo ataque à base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009. Para a Santa Sé, a iniciativa transforma a morte em espetáculo e contraria princípios básicos de dignidade humana.

Em declaração à margem de um evento dedicado a John Henry Newman, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse que a medida é inaceitável. Segundo ele, independentemente da culpa do condenado, existem outras formas de punição, e a escolha por esse tipo de execução é incompreensível.

Igreja mantém rejeição total à pena de morte

Parolin reafirmou que a Igreja Católica é totalmente contrária à pena de morte. Ele destacou que a prática não é compatível com a dignidade da pessoa humana e não pode ser tratada como instrumento eficaz de dissuasão. O cardeal também questionou por que alguém ainda desejaria adotar esse método nos dias atuais.

A posição do Vaticano ocorre em meio ao anúncio do Departamento de Defesa dos EUA de que fará a primeira execução pública em 90 anos, marcada para 3 de dezembro. Mais cedo, o presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, arcebispo Paul Stagg Coakley, já havia condenado a decisão.

Condenado por massacre em Fort Hood

Nidal Malik Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército dos Estados Unidos, foi condenado por 13 homicídios premeditados e 32 tentativas de homicídio. O crime aconteceu em 5 de novembro de 2009, quando ele abriu fogo contra a base militar de Fort Hood, causando uma das mais graves tragédias dentro de instalações militares americanas.

Durante as comemorações do Dia de Colombo na Casa Branca, o presidente Donald Trump comentou o caso e afirmou que Hasan merece a pena de morte por fuzilamento. A declaração ampliou a repercussão em torno da execução e reforçou o debate sobre pena capital, justiça e o uso da transmissão pública em casos desse tipo. (com informações da Ansa)