Colômbia decreta 'desastre nacional' e 3 dias de luto após terremoto
O país tenta acelerar a resposta humanitária e a reconstrução após uma das maiores tragédias recentes
O presidente da Colômbia decretou três dias de luto nacional pelas vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país em 10 de agosto. A medida inclui o hasteamento das bandeiras a meio-mastro em prédios públicos, embaixadas e consulados colombianos no exterior.
Considerado o tremor mais forte registrado no país neste século, o abalo já deixou ao menos 254 mortos e centenas de feridos. As autoridades, porém, afirmam que o número de vítimas ainda pode aumentar à medida que as equipes de emergência avançam nas buscas por sobreviventes.
Medidas para acelerar a resposta
Diante da dimensão da tragédia, o governo declarou estado de desastre nacional, mecanismo que permite realocar recursos, agilizar a compra de suprimentos e viabilizar ações imediatas de assistência e reconstrução. A Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres foi encarregada de organizar um plano de ação para recuperação e ajuda humanitária.
Inicialmente, o presidente avaliou decretar emergência econômica, mas optou pelo instrumento de desastre nacional. O ministro das Finanças informou ainda que o país buscará um empréstimo de até US$ 450 milhões junto ao Banco Mundial, sem previsão de criação de novos impostos.
Ajuda internacional e resposta humanitária
O Ministério das Relações Exteriores ativou canais diplomáticos com países aliados para coordenar a ajuda internacional às áreas afetadas. O governo pediu que as doações sigam uma lista de necessidades prioritárias, evitando duplicidade e direcionando os recursos para os pontos mais urgentes.
Entre os itens considerados essenciais estão hospitais de campanha, kits de alimentos, materiais de higiene, abrigo, água, saneamento e utensílios de cozinha. A meta é atender com mais rapidez as frentes de saúde pública, logística e proteção das famílias atingidas.
UNICEF amplia apoio a crianças e famílias
O UNICEF também ampliou sua resposta para apoiar crianças e famílias afetadas em Chocó e na cidade de Buenaventura. Segundo a organização, muitas crianças viram suas casas e escolas danificadas e enfrentam riscos crescentes porque serviços básicos seguem interrompidos nas comunidades mais atingidas.