EUA vão investir US$ 3 bilhões para reduzir dependência de minerais estrangeiros
Plano do governo Trump mira mineração, refino e financiamento de empresas ligadas a baterias e tecnologia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o governo norte-americano planeja investir US$ 3 bilhões em projetos ligados a minérios críticos no país. O anúncio foi feito durante uma mesa redonda com executivos do setor e reforça a intenção de ampliar a capacidade doméstica de produção desses materiais.
Segundo a Casa Branca, a prioridade é fortalecer a base industrial norte-americana em áreas consideradas essenciais para tecnologia, defesa e energia. A medida se soma a outras iniciativas recentes de incentivo à produção interna e à retomada de fábricas e mineradoras em território americano.
Controle da cadeia e redução da dependência externa
O secretário do Comércio, Howard Lutnick, afirmou que os Estados Unidos precisam construir toda a cadeia de produção de minérios dentro do país, da mineração ao refino. Ele defendeu que a estratégia é necessária para evitar dependência de fornecedores estrangeiros em materiais essenciais.
Na mesma linha, o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que a iniciativa ajudará a garantir que nenhum país possa ameaçar os EUA. As autoridades têm apresentado o movimento como uma forma de proteger a segurança econômica e ampliar o controle norte-americano sobre cadeias globais de oferta.
Baterias, chips e o avanço da indústria americana
Além dos minérios críticos, o governo também destacou investimentos diretos em participações acionárias e a importância de setores como aço, alumínio e chips. Trump afirmou que a repatriação de fábricas e mineradoras ocorre no ritmo mais rápido desde a década de 1950, o que, segundo ele, fortalece a indústria nacional.
Antes do evento, o Wall Street Journal informou que a gestão Trump preparava mais de US$ 2 bilhões em financiamento para fabricantes de baterias e empresas de minérios críticos. A reportagem citou um empréstimo de US$ 1,4 bilhão para a Sila Nanotechnologies e acordos com outras companhias, embora os projetos ainda precisem ser concluídos e possam levar anos para sair do papel.
Petróleo e a disputa por liderança energética
Durante a mesma agenda, Trump também comentou brevemente sobre a indústria petrolífera dos Estados Unidos. Ele disse que o país hoje produz mais petróleo do que Rússia e Arábia Saudita, mesmo sem contabilizar o volume vindo da Venezuela.
As declarações reforçam a estratégia do governo de projetar força industrial e energética ao mesmo tempo em que busca ampliar o domínio sobre matérias-primas essenciais para a economia do futuro, incluindo baterias avançadas e infraestrutura para inteligência artificial.(com informações da Agência Estado)