Trump revive fantasma do comunismo em evento dos 250 anos dos EUA
Presidente discursou em Washington e misturou ataque ao comunismo, defesa das armas e exaltação da força americana
Donald Trump reviveu o fantasma do comunismo em discurso na noite de sábado (4), no National Mall, em Washington, durante a celebração pelos 250 anos da Declaração da Independência dos Estados Unidos. O evento reuniu cerca de 150 mil pessoas, número abaixo da estimativa inicial de 375 mil por causa do mau tempo na capital americana.
Em tom enfático, o presidente disse que os Estados Unidos não querem nem precisam de comunistas e jamais se tornarão um país comunista. Trump afirmou ainda que a bandeira americana já teria relegado a foice e o martelo ao passado e voltaria a fazê-lo, se necessário, classificando o comunismo como algo que precisa ser erradicado rapidamente.
Defesa das armas e discurso religioso
Trump também prometeu continuar defendendo com força e cautela a Segunda Emenda da Constituição, que garante o porte de armas no país. No mesmo discurso, declarou que os americanos são um povo criado à imagem de um único Deus onipotente e relacionou a história dos Estados Unidos à liberdade, à fé e à superação da tirania.
Ao falar do aniversário de 250 anos do país, o presidente afirmou que os Estados Unidos têm sido esperança, promessa, luz e glória entre as nações do mundo. Segundo ele, com a ajuda de Deus, a nação pode continuar sendo assim ou até melhor, celebrando o triunfo da liberdade sobre a opressão.
Exaltação da força americana
Trump também usou a celebração para exaltar a potência militar dos Estados Unidos e disse que as forças do Irã foram aniquiladas durante a guerra entre os dois países. Para o presidente, a América é uma nação de vencedores e está voltando a vencer novamente.
O discurso durou cerca de 40 minutos e foi encerrado com a execução do hino nacional pelas Forças Armadas. A programação terminou com um show pirotécnico de 850 mil fogos de artifício, que marcou a comemoração histórica em Washington.