Onda de calor histórica atinge a Europa e bate recordes acima de 40°C

Temperaturas extremas se espalham pelo continente, deixam mortos, pressionam hospitais e afetam transporte e infraestrutura

Por JB INTERNACIONAL

Pessoas sentam-se às margens do Canal Saint-Martin para buscar alívio do calor — já que o banho público foi autorizado em parte do canal devido à elevação das temperaturas —, em Paris, enquanto uma onda de calor atinge grande parte da França

Uma onda de calor histórica atinge a Europa e se espalha da Escandinávia aos Alpes, com temperaturas recordes em diversos países e máximas que ultrapassam os 40°C em alguns pontos. O fenômeno avança para o leste e mantém grande parte do continente sob alertas de calor extremo.

A Dinamarca registrou a maior temperatura de sua história, enquanto Reino Unido, França, Suíça e Alemanha já haviam enfrentado marcas inéditas para junho. Na Alemanha, o novo recorde preliminar chegou a 41,3°C perto de Saarbrücken, e a previsão indica valores ainda mais altos em algumas regiões durante o fim de semana.

Impactos na saúde e na vida cotidiana

Na França, autoridades relataram dezenas de mortes associadas ao calor, além de pressão contínua sobre o sistema de saúde, com hospitalizações elevadas por vários dias. Os incêndios florestais também aumentaram em relação ao mesmo período do ano passado, agravando os efeitos da onda de calor.

Na Itália, o Ministério da Saúde emitiu alerta vermelho para 18 cidades, incluindo Milão, Roma, Turim, Veneza, Gênova, Florença e Bolonha. A expectativa é de temperaturas próximas de 39°C, enquanto em Bolzano foi registrada a noite mais quente de junho desde o início das medições.

Transporte, infraestrutura e resposta das autoridades

O calor extremo já provoca transtornos no transporte ferroviário e ameaça a infraestrutura, com risco de estradas deformadas e trilhos dilatados. Na Alemanha, operadoras reduziram serviços, ofereceram cancelamento sem cobrança e fecharam parcialmente vias após rachaduras no asfalto.

As autoridades também pediram economia de água e reforçaram os alertas à população, especialmente em regiões onde a previsão aponta máximas locais de até 42°C. Cientistas afirmam que a intensidade da onda de calor está ligada às mudanças climáticas causadas pelo homem, tornando o evento muito mais provável do que seria há duas décadas. (com informações da Reuters)