Cessar-fogo entre Irã e EUA pode ser anunciado nas próximas horas, diz mídia

Documento prevê uma trégua imediata nas hostilidades na região

Por JB INTERNACIONAL

Ruas do centro financeiro de Teerã tem cartazes com fotografias de líderes do País - alguns deles mortos em ataques dos EUA

A versão final de um possível acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, intermediado pelo Paquistão, poderá ser anunciada nas próximas horas, segundo fontes familiarizadas com as negociações ouvidas pela emissora Al Arabiya.

De acordo com o canal de televisão, os principais pontos do pacto incluem uma trégua imediata nas hostilidades, a garantia da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e o levantamento gradual das sanções americanas.

A emissora saudita Al Hadath, por sua vez, afirmou ter obtido acesso à versão final do possível acordo. No entanto, o documento não menciona cláusulas relacionadas ao programa nuclear de Teerã nem às ameaças envolvendo mísseis.

Segundo o relatório, a proposta prevê, entre outros pontos, a cessação das operações militares e da guerra midiática, o respeito à soberania e à integridade territorial do Irã, além da não interferência em assuntos internos do país. O texto também inclui garantias de liberdade de navegação no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã.

"Estamos aguardando notícias sobre as negociações em andamento. Houve um pequeno progresso. Não quero exagerar, mas houve uma leve melhora, o que é positivo. Os princípios fundamentais permanecem os mesmos: o Irã jamais poderá adquirir armas nucleares", declarou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante visita à Suécia.

Apesar do tom otimista, o secretário afirmou que será necessário "desenvolver um Plano B" caso o Irã se recuse a reabrir o Estreito de Ormuz ou decida impor pedágios às embarcações que circulam pela região.

Paralelamente, os Emirados Árabes Unidos, ao lado do Catar e da Arábia Saudita, pressionam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para evitar uma nova escalada militar no Oriente Médio. Em conversas separadas com o republicano, líderes dos três países afirmaram que uma ação militar dificilmente alcançaria os objetivos americanos em relação ao Irã.

O conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, pediu a Teerã que não complique as negociações com Washington e avaliou que há apenas 50% de chance de um acordo capaz de garantir a liberação do Estreito de Ormuz. (com Ansa)