Após Alemanha, Trump não descarta reduzir tropas americanas na Itália

Roma 'não estava lá quando precisamos', disse o presidente

Por JB ITERNACIONAL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não descartou a hipótese de reduzir as tropas americanas alocadas na Itália, após acusar o país europeu de não ter ajudado na guerra contra o Irã.

As declarações, dadas em entrevista por telefone ao jornal Corriere della Sera, chegam um dia após o encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e a premiê italiana, Giorgia Meloni, viagem que tinha como objetivo reaproximar Roma e Washington após as críticas do presidente à primeira-ministra.

"Ainda estou considerando", disse Trump ao ser questionado neste sábado (9) se reduziria as tropas americanas na Itália, assim como na Alemanha, de onde mandou retirar 5 mil soldados após críticas do chanceler Friedrich Merz aos EUA.

"A Itália não estava lá quando precisamos dela. E eu sempre estive lá pela Itália, e meu país também", acrescentou o republicano. Em seguida, o Corriere mencionou a possibilidade de Roma enviar navios caça-minas para desminar o Estreito de Ormuz depois do fim da guerra no Irã. "A Itália não estava lá quando precisamos", repetiu Trump.

Em meados de abril, Meloni definiu como "inaceitáveis" as críticas do presidente dos EUA contra o papa Leão XIV, enquanto tenta se descolar do impopular líder americano para recuperar apoio após a derrota no referendo de março sobre uma reforma judicial bancada pelo governo. Além disso, a Itália negou o uso de uma base na Sicília para operações bélicas contra o Irã.

Trump reagiu logo em seguida e, também em entrevista ao Corriere della Sera, disse estar "chocado" com a postura da primeira-ministra. "Pensava que ela tivesse coragem, mas me enganei. Ela é muito diferente do que eu imaginava", afirmou na ocasião.

Atualmente, cerca de 13 mil militares americanos estão posicionados em bases na Itália (com Ansa)