Dois mísseis atingem navio de guerra dos EUA que tenta entrar no Estreito de Ormuz, informa a agência de notícias iraniana

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Por JB INTERNACIONAL

Navios e barcos no Estreito de Ormuz, Musandam, Omã

A marinha iraniana impediu que navios de guerra "americano-sionistas" entrassem no Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias Fars - também iraniana - contou que dois mísseis atingiram um navio de guerra americano próximo a Jaks, no Golfo de Omã, após este ignorar alertas.

A agência Reuters informou que não conseguiu verificar os fatos de forma independente, e não houve resposta imediata dos Estados Unidos.

O Irã havia alertado as forças americanas, nesta segunda-feira, para não entrarem na estratégica via navegável após o presidente Donald Trump dizer que os Estados Unidos iriam "guiar para fora" navios encalhados no Golfo pela guerra EUA-Israel contra o Irã.

Trump deu poucos detalhes do plano para ajudar navios e suas tripulações que estiveram confinados à via navegável vital e que estão ficando sem alimentos e outros suprimentos há mais de dois meses de conflito.

"Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir suas atividades livres e com competência", disse Trump em uma postagem em seu site "Truth Social", nesse domingo (3).

Em resposta, o comando unificado do Irã ordenou aos navios comerciais e petroleiros que se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com o exército iraniano.

"Temos repetidamente dito que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura das embarcações precisa ser coordenada com as forças armadas", disse Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças, no comunicado.

"Alertamos que quaisquer forças armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas caso pretendam se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz."

O Irã bloqueou quase todo o transporte marítimo para fora do Golfo, exceto o seu próprio, desde o início da guerra, cortando cerca de 1/5 dos envios mundiais de petróleo e gás e fazendo os preços do petróleo dispararem 50% ou mais.

O Comando Central dos EUA, que por sua vez bloqueia portos iranianos para pressionar Teerã, disse que apoiaria o esforço de resgate com 15.000 militares e mais de 100 aeronaves baseadas em terra e no mar, além de navios de guerra e drones.

"Nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e para a economia global, pois também mantemos o bloqueio naval", disse o Almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, em comunicado. (com Reuters)