Trump renova críticas a Leão XIV e aprofunda crise entre EUA e Vaticano
'Alguém poderia dizer ao Papa que o Irã matou 43 mil manifestantes?', questionou
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o papa Leão XIV, aprofundando a inédita crise entre a Casa Branca e a Santa Sé.
"Será que alguém poderia, por favor, dizer ao papa Leão que o Irã matou pelo menos 42 mil manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois meses, e que o Irã ter uma bomba nuclear é absolutamente inaceitável?", escreveu o mandatário na plataforma Truth Social.
declaração faz referência aos civis assassinados por forças de segurança nos protestos contra o regime dos aiatolás no início do ano. O balanço de vítimas é incerto, mas organizações de direitos civis falam em milhares de mortos.
Na noite do último domingo (12), Trump publicou nas redes sociais um longo texto em que acusa Leão XIV de ser "fraco" em questões como a criminalidade e a guerra no Irã. Além disso, reivindicou para si o fato de Robert Prevost ter sido eleito como sucessor de Francisco no conclave de maio de 2025.
"Leão deveria ser grato porque sua nomeação foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá por ser americano, e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", acrescentou.
No dia seguinte, o pontífice respondeu e disse que não tem "medo do governo Trump". "Continuarei a me manifestar em voz alta contra a guerra", garantiu. A crise também abalou as relações do presidente americano com um importante aliado na Europa: a Itália.
Após Giorgia Meloni definir como "inaceitáveis" os ataques a Leão XIV, Trump disse estar "chocado" com a postura da primeira-ministra. "Pensava que ela tivesse coragem, mas me enganei. Ela é muito diferente do que eu imaginava", afirmou. (com Ansa)