Naufrágio no Mediterrâneo deixa dezenas de migrantes desaparecidos; Itália resgata 32
Embarcação de madeira teria virado com cerca de 120 a bordo, segundo sobreviventes
Mais de 80 migrantes estão desaparecidos e outros dois morreram após o naufrágio de um barco de madeira no Mediterrâneo central, segundo relatos divulgados por sobreviventes à Guarda Costeira da Itália neste domingo (5).
A embarcação, de 12 a 15 metros, havia partido de Trípoli e virou, deixando dezenas de pessoas na água antes da chegada das equipes de resgate na área de busca e salvamento da Líbia. O mar agitado teria provocado a entrada da água, levando ao naufrágio da embarcação.
Os sobreviventes
, incluindo paquistaneses, bengaleses e egípcios, foram levados para o porto de Molo Favarolo, na ilha de Lampedusa, no sul da Itália. Fotos aéreas registraram o naufrágio pouco após o alarme ser acionado.
Alguns sobreviventes relataram que, de um total de 120 pessoas a bordo, mais de 80 acabaram desaparecendo no mar. A lancha da Guarda Costeira CP327 realizou o resgate com o apoio dos veleiros Ievoli Grey e Saavedra Tide.
A ONG Save the Children lamentou o incidente, destacando que neste ano mais de 800 pessoas já perderam a vida ou desapareceram tentando atravessar o Mediterrâneo, muitas delas crianças.
"Enquanto não forem estabelecidas rotas seguras e um sistema estruturado de busca e salvamento, tragédias evitáveis continuarão a ocorrer", afirmou a entidade em comunicado.
Desde 2014, quase 34,5 mil migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo enquanto buscavam uma vida melhor na Europa. A Save the Children enfatiza a urgência de abrir canais regulares e seguros, respeitar os direitos humanos e garantir que embarcações de resgate não sejam impedidas de operar. (com Ansa)