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Eleições EUA: Disputa está mais apertada do que retrato no mercado de apostas, diz banco

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Por JB INTERNACIONAL com Agência Estado
redacao@jb.com.br

Publicado em 21/10/2024 às 19:46

Alterado em 21/10/2024 às 19:46

Harris estava à frente por estreitos 0,5 pp no final de agosto Foto: Reuters/Elizabeth Frantz

Por Patricia Lara - A disputa para a Casa Branca continua, extremamente, renhida, a despeito de os mercados de previsões terem mudado e mostrarem favoritismo do candidato republicano Donald Trump, avalia o Danske Bank em relatório.

De acordo com a Polymarket, o ex-presidente é agora o claro favorito para ocupar o Salão Oval, à frente da vice-presidente e candidata democrata Kamala Harris. Na tarde desta segunda-feira, Trump aparecia com 63% de chance de vitória, contra 37% de Harris na plataforma de apostas.

Para o Danske, embora os dados das sondagens dos estados indecisos indiquem que Trump ganhou algum ímpeto, a corrida continua extremamente apertada. Trump lidera em todos os estados indecisos, mas por uma margem global estreita de 1,0 pp, segundo o Danske. Em comparação, Harris estava à frente por estreitos 0,5 pp no final de agosto, o que evidencia a rapidez com que a maré pode mudar.

Curiosamente, a vantagem de Trump no tradicional estado republicano do Arizona diminuiu. Em vez disso, o seu recente ganho de impulso é em grande parte atribuído aos avanços nos redutos historicamente democratas: Michigan e Nevada. Michigan, lar da maior população árabe-americana dos EUA, há muito que se sente frustrado com a posição do governo democrata americano sobre a guerra em Gaza, particularmente com a falta de um cessar-fogo imediato.

Mas a grande mudança nas probabilidades do mercado de apostas também parece ter impactado os mercados financeiros mais amplos. O índice dólar DXY ganhou força e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA subiram, impulsionados pelo aumento do prêmio, o que pode estar ligado a preocupações com uma inflação mais acelerada e com a sustentabilidade da dívida devido aos planos de política fiscal de Trump, pontuou o Danske.

"Isto significa que, à medida que a data das eleições se aproxima, mesmo pequenas mudanças nas sondagens apertadas poderão provocar oscilações aparentemente erráticas no sentimento do mercado", observou o banco.

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