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Na Espanha, Edmundo González garante que sua saída 'foi cercada por episódios de pressão, coerção e ameaças'; ouça mensagem dele aos venezuelanos

María Corina Machado garante que ele "lutará de fora" e que ela continuará a fazê-lo da Venezuela

Por JB INTERNACIONAL com El País
redacao@jb.com.br

Publicado em 09/09/2024 às 07:28

Alterado em 09/09/2024 às 07:32

Edmundo Gonzales na Espanha: ele viajou com a mulher, fugindo de Nicolás Maduro Foto: reprodução de vídeo

María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, disse nesse domingo que Edmundo González Urrutia teve que deixar a Venezuela devido a uma "onda brutal de repressão" desencadeada pelo chavismo após as eleições de 28 de julho. Machado garantiu que em 10 de janeiro de 2025 "será empossado como presidente constitucional da Venezuela e comandante-em-chefe das Forças Armadas Nacionais". Enquanto isso, ela ressaltou, "Edmundo lutará de fora com nossa diáspora e eu continuarei a fazê-lo aqui, com você".

O veterano diplomata já desembarcou na Espanha, país que lhe garantiu asilo político. Um avião das Forças Armadas espanholas o transferiu de Caracas, capital da Venezuela, para a Base Aérea de Torrejón de Ardoz, em Madri, com escala na República Dominicana e nas Ilhas dos Açores. O chavismo, por sua vez, não deixou de lado os ataques contra o candidato. O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, descreveu o exílio como "o capítulo final de uma comédia". O próprio González denunciou que sua saída "foi cercada por episódios de pressão, coerção e ameaças".

Estados Unidos culpam a saída de Edmundo González pelas 'medidas antidemocráticas' de Maduro

O governo dos Estados Unidos atribuiu nesse domingo a saída do exílio do líder da oposição venezuelana Edmundo González às "medidas antidemocráticas" do regime de Nicolás Maduro. O secretário de Estado do país, Antony Blinken, disse, em comunicado, sobre o exílio de González: "Sua saída da Venezuela é o resultado direto das medidas antidemocráticas que Nicolás Maduro desencadeou desde as eleições contra o povo venezuelano, inclusive contra González Urrutia e outros líderes da oposição".

No comunicado, o governo dos EUA elogia González como "uma voz indiscutível pela paz e mudança democrática na Venezuela", e reitera seu apoio a ele para continuar "a luta pela liberdade e a restauração da democracia".

O Equador expressa sua preocupação com a 'deriva autoritária' do regime venezuelano e a chama de 'ilegítima'

O governo do Equador expressou na tarde de domingo sua "preocupação" com o que chama de "deriva autoritária" do regime venezuelano, após a partida para o exílio do líder da oposição Edmundo González na noite de sábado. O comunicado, emitido através dos canais oficiais do Ministério das Relações Exteriores do país, chama o regime de Nicolás Maduro de "ilegítimo", "o que fez com que o presidente eleito Edmundo González Urrutia deixasse seu país". Também acusa o Executivo venezuelano de querer se perpetuar no poder "contra a vontade majoritária expressa pelo povo venezuelano nas urnas em 28 de julho".

O Ministério das Relações Exteriores também pediu à comunidade internacional que monitore a situação na Venezuela e responsabiliza o regime desse país por "qualquer ataque que os líderes políticos da oposição possam sofrer". Também exigiu a libertação "imediata e incondicional" dos cidadãos venezuelanos que foram detidos "arbitrariamente".

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