MUNDO
Escândalo de infidelidade derruba ministro da Cultura da Itália
Por JB INTERNACIONAL
redacao@jb.com.br
Publicado em 07/09/2024 às 09:45
Alterado em 07/09/2024 às 09:45

O ministro da Cultura da Itália, Gennaro Sangiuliano, renunciou ao cargo nessa sexta-feira (6), após as polêmicas sobre o papel de sua ex-amante Maria Rosaria Boccia dentro do governo.
Em carta à premiê Giorgia Meloni, Sangiuliano disse que a decisão é "irrevogável" e prometeu demonstrar sua "absoluta transparência e correção".
"Estou orgulhoso dos resultados alcançados nas políticas culturais nestes dois anos no governo. Esse trabalho não pode ser manchado nem interrompido por questões de fofoca", escreveu o agora ex-ministro, que exercia a função desde outubro de 2022.
A polêmica eclodiu no fim de agosto, quando Boccia publicou nas redes sociais um agradecimento por ter sido nomeada "conselheira do ministro para grandes eventos", informação logo desmentida pelo governo.
Para provar sua proximidade com Sangiuliano e a ligação institucional com o ministério, Boccia passou a divulgar documentos, fotos, capturas de tela, vídeos e gravações telefônicas, inclusive arquivos relativos a uma visita às escavações no sítio arqueológico de Pompeia programada para os ministros da Cultura do G7 em 20 de setembro.
Meloni diz que saída de ministro não enfraquecerá governo
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou neste sábado (7) que seu governo não ficará enfraquecido em razão da renúncia de Gennaro Sangiuliano ao cargo de ministro da Cultura.
O jornalista Alessandro Giuli, presidente da Fundação Maxxi, que administra o Museu Nacional de Artes do Século 21, em Roma, foi empossado como sucessor de Sangiuliano.
"Caso alguém pense que situações como a de Sangiuliano podem enfraquecer o governo, está enganado. Um ministro renunciou, desejo o melhor ao novo por seu trabalho", declarou Meloni durante um evento em Cernobbio.
A premiê agradeceu a Sangiuliano por "aumentar significativamente os visitantes e as receitas para as muitas atrações culturais que a Itália tem", bem como por lançar "grandes projetos que estavam paralisados há décadas".
Meloni também falou sobre a influenciadora e empresária que foi o pivô da queda do ex-ministro, cujas postagens nas redes sociais dizendo que havia se tornado uma conselheira de Sangiuliano chacoalharam o governo.
"Minha ideia de como uma mulher deve ganhar um lugar na sociedade é diametralmente oposta à dessa pessoa", comentou. (com Ansa)