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Atos pró-Palestina levam centenas de milhares às ruas; nos EUA, 200 judeus antissionistas são presos

Protesto em solo americano foi considerado "maior ato de desobediência civil que a cidade de Nova York já viu em 20 anos"

Montagem mostra atos pró-Palestina em Londres, na Inglaterra
Foto: Reprodução

Centenas de milhares de pessoas foram às ruas, neste sábado (28), para pedir um cessar fogo na Faixa de Gaza e, ao mesmo tempo, condenar os ataques retaliatórios de Israel, que já mataram mais de sete mil palestinos desde o dia 7 de outubro. Há relatos de manifestações em várias cidades do mundo, como Londres (Inglaterra), Glasgow (Escócia), Istambul (Turquia), Jakarta (Indonésia), Kuala Lumpur (Malásia), entre outras.

Na capital inglesa, a despeito da posição do primeiro-ministro Rishi Sunak, que apoia o "direito de autodefesa" do Estado judeu, imagens que viralizaram nas redes sociais, mostram ao menos 100 mil pessoas caminhando pelas ruas com bandeiras da Palestina e cartazes pedindo o fim do genocídio em Gaza.

Em Istambul, na Turquia, antiga capital do Império Otomano, que até 1923 controlava a região onde atualmente é a Palestina, todo o simbolismo histórico levou uma multidão ainda maior às ruas, com mais de 300 mil pessoas, que empunharam milhares de bandeiras vermelhas do país juntamente com as bandeiras palestinas.

O ato de grande proporção foi conduzido pelo presidente Recep Tayyip Erdogan, que voltou a atacar verbalmente Tel Aviv. De acordo com ele, Israel age como massa de manobra.

"O Ocidente é o responsável pelos massacres em Gaza. Israel é apenas um peão que seria sacrificado quando quiserem e não sobrevive nem três dias sem apoio ocidental", disparou.

"Aqueles que derramaram lágrimas de crocodilo pelos civis mortos ontem na Guerra da Ucrânia não fazem nada pelas crianças que morreram hoje em Gaza", seguiu Erdogan, que falava para uma multidão nos arredores do aeroporto Atatürk.

Nas redes, há ainda registros de atos realizados em Islamabad, no Paquistão. Os manifestantes divulgam tags como #StopGenocideInGaza, #CeaseFireInGaza e #FreePalestine. No Brasil, os ativistas pela paz na região estão divulgando "GENOCIDE IN GAZA".

Judeus antissionistas são detidos nos EUA

Já nos Estados Unidos, principal aliado de Israel no ociente, e responsável por municiar o Estado judeu no bombardeio contra Gaza, mais de 300 judeus antissionistas foram presos, na noite desta sexta-feira (27), após realizarem protesto pró-Palestina na Estação Grand Terminal de trem e metrô em Nova York durante a hora do rush.

O protesto foi considerado pelos organizadores como “a maior desobediência civil que a cidade de Nova York já viu em 20 anos”.

 
 
 
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Segundo a organização Jewish Voice for Peace - Voz Judaica pela Paz -, que organizou o ato, milhares de pessoas compareceram à mais movimentada estação de trens da megalópole estadunidense para pedir um imediato cessar-fogo e dizer que o estado sionista de Israel não age em nosso nome.

"Em apenas duas semanas, mais de 7.000 palestinos e 1.400 israelenses foram mortos. Neste momento, os aviões de guerra israelitas estão arrasando bairros inteiros em Gaza com bombas, na sua maioria fabricadas nos EUA. Crianças palestinas em estado de choque procuram seus pais sob os escombros. O governo israelita cortou todo o acesso a alimentos, água e medicamentos, e os hospitais estão à beira do colapso", escreveu a organização no início do ato, que pegou as autoridades dos EUA de surpresa.

Foto: Sara Vivacqua - Manifestação pró-Palestina em Londres no sábado, 28 de outubro
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