Uma vaquinha, um violão
Churrasquinho na laje, um tom próprio para algumas canções bregas, apenas porque assim foram classificadas, uma vaquinha entre amigos: quem é que não se sente em casa? Tudo bem, vai, quando se fala em dinheiro o clima não fica dos melhores, mas, sem sombra de dúvidas, é um passo fundamental para o show continuar. Aproveitando a atmosfera: um boteco com videokê, uma guitarra elétrica com cara de cavaco e letras criativas com jeito de crônicas: apresentamos a charmosa banda Letuce, agora com um “t” só. Ok, sabemos que você já está cansado de conhecê-la, principalmente depois que ganhou os internautas com seu primeiro filho, o cd sagitariano Plano de fuga pra cima dos outros e de mim. Agora, a banda convoca sua trupe para dar uma ajudinha no lançamento de seu segundo trabalho. Nome? Uma incerteza que não segue o fluxo dos presentinhos criativos para aqueles que colaborarem financeiramente para o projeto, que variam de uma arte feita pelo casal de pombinhos da banda, Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos, ingressos para o show e até um jantar feito por eles. “Mais feito pelo Lucas do que por mim, é claro”, dizia Letícia, dona do vocal e do coração do rapaz bom de guitarra e, ao que nos parece, de cozinha também. Com a mesma descontração do show, Letícia deu uma palavrinha rápida (mesmo) com nossa equipe...
Depois do churrasquinho na laje e dos pagodes antigos, agora chegou a fez da vaquinha. Fala um pouco disso?
— A gente já estava querendo gravar o segundo disco há um tempo, mas estávamos sem recursos. O primeiro disco foi feito de forma mais rápida e queríamos fazer o segundo em um lugar mais legal , que requer mais dinheiro. Os meninos do Bolacha Discos, nosso selo, já fizeram alguns seminários sobre crowdfunding, um modelo que permite que pessoas ou empresas financiem seus projetos por meio de doações coletivas. No exterior, isso já é de praxe, mas, aqui no Brasil, só o projeto Queremos tem feito isso. Não sabemos se vamos conseguir atingir a meta que esperamos, mas, com o que conseguirmos, vamos desenvolver um plano B, seja reduzindo o tempo em estúdio ou qualquer outra atitude para termos um resultado bacana.
A pirataria, no caso de vocês, é um receio ou ajuda a propagar o trabalho da banda?
— Quanto mais as pessoas puderem ouvir nossa música, melhor. Mas, agora é hora de mostrar quem realmente quer colaborar com o nosso trabalho ou quem quer esperar o link cair na rede. É a hora do estímulo. Até porque tem toda a discriminação dos valores do que vamos usar no site (https://beta.embolacha.com.br/projeto/43/ )e mostramos que o projeto, de fato, é sério. Todo mundo pode ver nossa prestação de contas e colaborar
De onde veio a ideia desses prêmios?
— Queríamos um jeito de pedir ajuda ao nosso público, mas trazendo à tona um lado criativo também. Então, pensamos na seguinte proposta: quem colaborar com R$ 50, vai receber, depois, nosso CD em casa com uma arte especial exclusiva feita pelo Lucas e por mim. Já quem der R$ 100, ganha o CD + ingresso para o nosso show de lançamento. E quem ajudar com R$ 400, ganhará, ao lado de alguns amigos, o CD e um jantar feito por mim e pelo Lucas. Adoramos cozinhar e Lucas cozinha super bem. Por enquanto, ninguém comprou. O valor está um pouquinho alto, mas pode ser um grupinho, pode-se até dividir com cinco amigos. A gente leva vinho, salmão e purê. Conseguimos vender um piquenique para uma fã de São Paulo. Os ingressos também estão sendo bem vendidos, felizmente.
De fato, a relação da banda com os fãs é muito próxima. Como manter o contato?
— Eu adoro estar perto deles, ter um diálogo direto e bem aberto com os fãs da banda. Não são daqueles que apenas dizem que gostam, mas sempre têm uma história ligada a nossas canções, ou uma história de amor, ou um verso que fez sentido durante o sexo. Uma ótima relação.
O que podemos esperar, basicamente, das faixas presentes no novo projeto?
— As músicas continuam no nosso plano romântico, mas estão mais ousadas. Pelo menos, os amigos que nos ouviram tocá-las no violão, julgaram dessa forma. Nossa, acabei de ver aqui no site que 29% já foi comprado e estamos há menos de uma semana no ar. Estou bem confiante!
Do cinema ao museu
Calma, caro leitor, o quarto episódio da saga Piratas do Caribe estreia apenas sexta-feira, mas é um motivo nobre que traz Jack ‘Johnny Depp’ Sparrow, nosso pirata preferido, à coluna. Em julho será inaugurada, no Fashion Museum de Bath, Inglaterra, a exposição Dressing the Stars: British Costume Design at the Academy Awards, celebrando os figurinistas britânicos que já foram indicados ao Oscar. Como Penny Rose, responsável não só pelas vestes de nosso anti-herói, como também de todo o elenco de aventureiros em todos os longas da série Piratas do Caribe.
O primeiro nome inglês a conquistar a estatueta mais desejada do cinema foi Roger Furse, em 1948, com Hamlet. De lá para cá, outros foram selecionados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood em trabalhos marcantes, como Michael O’Connor, em A duquesa, e, mais recentemente, Jenny Beaven no esplêndido O disrcurso do rei.
A expô contará com clipes dos filmes e entrevistas com alguns dos figurinistas citados falando sobre a evolução de seus trabalhos: do momento em que é recebido o roteiro do filme até sua finalização. Segundo a curadora Yvonne Hellin-Hobbs “é a chance de levar à atenção do público o processo de criação e os criadores por trás disso”.