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Padre Wagner Portugal: Beato João Paulo II

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Nesta semana, a primeiro de maio de 2011, Festa da Divina Misericórdia, pela primeira vez na história eclesiástica o Soberano Pontífice Romano, gloriosamente reinante, Bento XVI, terá a grata alegria e a imensa graça de elevar à glória dos altares, o seu imediato predecessor, o santo padre João Paulo II. 

Quem de nós, brasileiros, não se lembra daquela música da década de 80 do século passado que até hoje cala fundo em nossos corações: “A bênção, João de Deus. Nosso povo te abraça! Tu vens em missão de Paz, sê bem vindo e abençoa este povo que te ama! A bênção, João de Deus!”. É do conhecimento de todos que conviviam com o Papa João Paulo II nos aposentos pontifícios que, anos e anos após a visita, ele cantarolava essa música pelos corredores do Vaticano. Certamente, voltará a ser cantada pelos brasileiros, neste domingo, na Praça de São Pedro e pelos que acompanharão a beatificacão pela TV e internet.

João Paulo II foi o homem que transmitia a santidade pelos seus gestos singulares, pelo seu sorriso acolhedor, pela sua indignação com a violência, com a fome, com a guerra, com o ateísmo.

Homem de Deus, transpirava o Senhor, de quem era o Vigário na terra, condenando os desmandos e anunciando a liberdade que vem de Cristo e a verdade daqueles que seguem ao Seu Evangelho da Vida, anunciando sempre a esperança e a santidade.

Estive com o Papa João Paulo II em Roma quando pude contemplar a santidade que brotava de seus gestos, de sua capacidade de ouvir, de sua capacidade de exprimir o que sentia, ou seja, a santidade que viveu intensamente, dando até a sua vida imolada em favor da humanidade, fazendo sempre a vontade de Deus, pela materna ação de Maria Santíssima, a quem confiou o seu longo ministério de pontífice ao longo de vinte seis anos, um dos mais longos e profícuos pontificados da Igreja .

Gostaria de ressaltar que o Papa João Paulo II determinou a feitura e promulgou o último documento fruto do Concílio Vaticano II, ou seja, o Código de Direito Canônico em 25 de janeiro de 1983, com a “Sacrae disciplinae leges Catholica Ecclesia”.

É bom lembrar que a beatificação consiste na concessão de culto público em forma indultiva e limitada a um servo de Deus, cujas virtudes a nível heróico, ou seja, o martírio, tenham sido devidamente reconhecidas.  A veneração do Beato João Paulo II estará limitada, inicialmente, a Roma e à Polônia. Por exemplo, para que um bispo diocesano possa erigir uma paróquia dedicada ao novo beato deverá pedir  licença especial à Santa Sé.

Em breve, com a graça de Deus, veremos o Beato João Paulo II, com a força dos milagres que já vem realizando, ser elevado à honra dos altares. Tenhamos a tenacidade de invocar a intercessão do novo beato em favor de nossas necessidades para que, a sua intercessão, seja para nós bálsamo neste vale de lágrimas.

Feliz iniciativa a do Papa Bento XVI de beatificar o seu predecessor, amigo e irmão que o convocara para presidir o então Santo Ofício, hoje Congregação para a Doutrina da Fé, a agora apresentar o Santo “João de Deus” na festa da Divina Misericórdia. Realmente misericordioso o Papa João Paulo II quer nos ensinar a ser a voz da misericórdia de Deus aos nossos irmãos pela nossa vida e pela imitação de seus exemplos e de sua santidade.

Ao lembrar, “ex coorde”, do grande Beato João Paulo II confiemos a sua intercessão em favor de seu querido e amado amigo e confidente, nosso venerável, magno e igualmente santo nas virtudes e no agir, Sua Eminência o Cardeal Eugenio Sales, que termina a sua longa e apreciada coluna semanal A palavra do pastor. Bispos como Woytila, Sales, Tempesta, nos colocam no caminho da santidade.

Rezemos com fé: Beato João Paulo II, rogai por nós!