Leandro Mazzini: Informe JB

 

Chalita em leilão

O deputado federal Gabriel Chalita (SP), que mal entrou no PSB, já está em leilão, disputado pelo PMDB e pelo PSDB. Em um ouvido, canta o vice-presidente Michel Temer. No outro, o senador Aécio Neves. O fato é que é quase certa sua saída do PSB se Gilberto Kassab se enfileirar no socialismo. Ainda nas hostes tucanas, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também investe, e sonha com a volta do aliado para a legenda. Prova disso é que Chalita emplacou nada menos que três secretários no governo de Alckmin. 

Lá e cá

Escritor conhecido e educador com doutorado, Chalita divide seu tempo entre a Câmara e a sala de aula. 

Na prateleira

Dono de uma marca invejável no mercado editorial, com 10 milhões de livros vendidos, acaba de virar parceiro de Maurício de Souza, em nova série da Turma da Mônica.

Oposição na linha

DEM e PSDB vão mirar o ataque ao governo pegando carona na licitação do trem-bala Rio–SP, cuja licitação deve sair este mês. Para a oposição, se o governo federal aproveitasse a linha existente na qual já operou o Trem de Prata, o custo do trem seria 10% do atual – ou R$ 3,5 bilhões. 

Memória

O Trem de Prata operou até o início do ano 2000, ligando Rio a São Paulo, em sete horas de viagem noturna. Com a baixa do preço da ponte aérea, de 40 minutos de viagem, o trem tornou-se um fiasco e ficou hiperdeficitário.

Largada

Está a caminho já a candidatura de Manuela D’Ávila à prefeitura de Porto Alegre, com um vice do PT. Os praticamente 500 mil votos que ela obteve como deputada federal instigam os petistas.

Encrenca 

Vai cair no colo do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) (E) o Projeto de Decreto Legislativo 71/2011, proposto por Gleisi Hoffmann, que extermina o 14º e o 15º salários para deputados e senadores. Se passar, será relatado na Câmara provavelmente pelo federal Reguffe (PDT-DF) (D) – consagrado por devolver seus créditos.

Liberado para gritar

Em sua cruzada para derrubar o fator previdenciário, o senador Paulo Paim (PT-RS) já teve audiência com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro da Previdência, Garibaldi Alves. “Paim, sei que você não vai mudar seu discurso, mas quero uma convivência tranquila”, disse a presidente. 

Bença, madrinha

Vejam que interessante. Apesar de o currículo de Paim com mandatos há muito mais tempo que Dilma Rousseff, foi ela quem o iniciou na vida política, quando o incentivou a liderar o movimento sindical em Caxias do Sul. Depois, Lula foi lá e o filiou ao PT na década de 80.