A presidente Dilma Rousseff lançou ontem o Programa Cegonha, que anuncia investimento de R$ 9,3 bilhões até 2014 para atendimento de gestantes em todo o país. O objetivo é oferecer exames pré-natais e acompanhamento para 100% das grávidas.
É louvável qualquer programa que se proponha diminuir a taxa de mortalidade infantil e os óbitos de mães durante a gestação ou imediatamente após o parto. São iniciativas que surgem com décadas de atraso e que apenas colocam o Brasil no mesmo patamar de outras nações mais adiantadas nessa área.
Entretanto, o país precisa encarar de frente uma questão que aqui ainda permanece tabu: o planejamento familiar e – por que não? – o controle da natalidade.
Vivemos uma explosão populacional planetária. Os recursos naturais são cada vez mais escassos, e as vagas no mercado de trabalho, mais e mais restritas. Milhões de pessoas não conseguem sustentar sua prole, o que contribui para o aumento do número de crianças abandonadas nas ruas das metrópoles e até mesmo das cidades do interior.
Apesar do quadro preocupante, os governos, principalmente os de viés esquerdista, não admitem sequer estudar a adoção de programas de planejamento familiar.
Uma das tarefas mais difíceis para uma mulher no Brasil é esterilizar-se por livre e espontânea vontade. A norma vigente exige no mínimo 27 anos, concordância do cônjuge e pelo menos três filhos. E haja verba para pré-natais.