Na contramão da ponte aérea, São Paulo reserva boas alternativas para a diversão dos cariocas, a começar pela oferta de passagens mais baratas, de companhias como a Azul e a Webjet, com destino a Guarulhos, Congonhas ou Campinas (e, neste último caso, oferecem ônibus para a capital).
A pechincha segue nos hotéis. Muitos oferecem tarifas promocionais com até 50% de desconto aos sábados e domingos: no bairro dos Jardins, há uma infinidade de opções confortáveis, inclusive pela proximidade com a Avenida Paulista, espinha dorsal da cidade, pontuada por estações do metrô.
– Alugue um carro no aeroporto: os táxis são caríssimos - aconselha a empresária Luiza Garcia, adepta dos fins de semana paulistanos.
A boêmia paulistana se reúne no aconchegante bairro de Vila Madalena, cheio de restaurantes, bares, lojas e ateliês, e uma das melhores pizzas da cidade está no Santa Pizza, na rua que tem o simpático nome de Harmonia. Difíci, ali, é comer pouco.
No sábado, o passeio é na feira da praça Benedito Calixto, onde antiguidades se misturam a artesanato e é possível descobrir mimos impensáveis, como uma lagartixa de prata cravejada de marcassitas, por R$ 160,00 e os brincos de vidro – impossível comprar um só - feitos pelo artista Ticiano, a R$ 20,00. O beija-flor, a R$ 40,00, é o presente ideal.
– Só não pode cair no chão, porque quebra mesmo – avisa ele.
As lojinhas das redondezas também valem a visita, mas na hora do almoço, uma boa sugestão é voltar a Vila Madalena, ali pertinho, e traçar uma feijoada no Bar do Mineiro, onde a história do futebol brasileiro é contada através de fotos que – literalmente – cobrem as paredes. Aproveite e compre uma camiseta retrô do seu time preferido por R$ 140,00.
– A gente entra aqui e viaja no tempo, mas as camisas são caras. Ainda assim, vale a pena levar uma – diz o dentista carioca Marcelo Vilarinho, que comprou uma réplica do Flamengo, dos anos 70.
Com a barriga cheia, vá passear pela Meca paulista do consumo, a Oscar Freire, que conta até com bancos sombreados por árvores, em todos os quarteirões, ótimos para deixar os mais preguiçosos, na hora das compras.
E, mesmo que não vá comprar nada, o passeio vale: cafeterias charmosas, ao lado de lojas dos mais variados tipos, são diversão garantida. Aproveite para se deliciar no café “Melhor bolo de chocolate do mundo”, com sede em Lisboa e realmente inesquecível.
De metrô, vá até a Praça da Sé e fique pasmo com a catedral, com seus vitrais, mármores, torres e uma cúpula imensa. Dali para a Liberdade, um pequeno Japão fora da Ásia, é um pulinho só, e vale a pena. O jantar pode ser lá mesmo, em um dos muitos restaurantes típicos da área.
– A Liberdade é um passeio delicioso, e sempre que venho a São Paulo apareço por aqui -–, diz a estudante carioca Ana Paula Silveira, que havia acabado de comprar um quimono de seda por R$ 250,00. – Mas será que é japonês mesmo? –.
O domingo começa com uma ida ao Mercado Municipal: o passeio é mágico entre seus quase 300 boxes. O prédio, construído no início dos anos 30, é uma beleza de se ver, e o espaço gastronômico é uma perdição para os gulosos.
Mas não demore muito por lá, porque outras duas feiras são obrigatórias: a do Masp e a do Bixiga. A primeira, aos pés do prédio do Museu de Arte de São Paulo, oferece antiguidades, mas não espere por pechinchas, porque os preços são mesmo para turistas. Às 11h, vá conhecer o museu e ver de perto o trabalho de gente como Rafael e Botticceli, Monet, Picasso, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Diego Rivera, Portinari, Di Cavalcanti e Rodin: colírio para os olhos e bálsamo para o espírito.
– Não esperava que fosse tão impactante. Alguns quadros parecem fotografias, de tão perfeitos. Não é sempre que a gente fica diante de um Renoir ou de um Gaugin – diz o engenheiro gaúcho Felipe Brandão.
Na hora do almoço, vá à loucura com a ótima culinária da Cantina Roperto, na rua Treze de Maio, no bairro mais italiano de São Paulo: comida excelente, atendimento de primeira e preços bem honestos. Para fazer a digestão, caminhe pela Feira do Bixiga, onde é difícil resistir a peças antiguinhas de toda ordem: óculos, porcelanas, telefones, rádios, vitrolas, relógios, vinís e revistas.
– Comprei um relógio alemão da marca Braum, por R$ 500,00 e o vendedor me deu garantia de dois anos. Mas não tem nota fiscal – diz o contador mineiro André Miranda.
Além de diversificada, a feira tem outra coisa muito boa: ali, pechinchar pooooode!