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Dilma parece se dar melhor com a imprensa do que Lula

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Foi muito bem-vinda a declaração da presidente Dilma Rousseff, anteontem, na festa de aniversário do jornal Folha de S.Paulo, que completou 90 anos. Disse a sucessora de Lula que é melhor ouvir as críticas numa democracia do que amargar o silêncio de uma ditadura. O regozijo pelas palavras de Dilma se deve menos a ela, que nunca se manifestou publicamente pelo cerceamento da liberdade de expressão, mas pela imagem que a própria imprensa pintou da então candidata do Partido dos Trabalhadores na recente campanha eleitoral.

Não foram raras as reportagens, baseadas nas mais diversas fontes, e os artigos opinativos que desenharam Dilma como uma antidemocrata, embora ela mesma tenha frisado que abomina a censura por ter sido perseguida e torturada por uma ditadura militar.

Talvez até para desconstruir mais um pouco a personagem que tentaram impingir-lhe, Dilma tenha feito questão de comparecer à festa do jornal paulista, realizada na imponente Sala São Paulo, um dos lugares mais requintados da capital quatrocentona.

As perspectivas são de que Dilma tenha com a imprensa uma relação mais tranquila  que a que Lula teve em seus oito anos de mandato. Em seu estilo próprio, o ex-presidente declarou várias vezes que não lia os jornais, visivelmente agastado com o tipo de cobertura dispensada aos seus atos e decisões. Ponto para Dilma, porque a imprensa existe para que se discorde ou se concorde com ela. Assim como os governos.