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Heloisa Tolipan

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Queridas, alternativas Enquanto o americano Jason Mraz curtia tudo o que a baiana tem no Palco 2011, na Concha Acústica, se ouvia Moni que Kessous ganhar uma nova parte do Brasil, em sua estreia com o pé direito nas terras de Gil, Caetano e Gal. “Percebi que todos são muito abertos por aqui e bem interessados pelo novo. Isso vai ao encontro daqueles que pensam que Bahia só tem axé”, disse Monique. No mesmo embalo de inspiração inovadora dos tropicalistas, a fofa Ana Cañas veio na sequência e também misturou seu balanço urbano com tudo que aprendeu ao comer a cocada de Tia Zuca , na saída do aeroporto. “Tenho vindo muito à Bahia fazer show e vejo que, apesar de gostar de axé, o público de música alternativa é grande”, disse. Com o domínio da diversidade musical que, agora, promete trazer o jazz e bolero em seu novo projeto, Cañas caiu desde cedo nas graças dos mais experientes Nando Reis e Arnaldo Antunes . “Acho que essa mentalidade de experimentalismo que tenho tem muito a ver com a forma que eles pensam também. Por isso, fiz uma parceria boa com Nando e Arnaldo e, para este ano, pretendo fazer mais trabalhos com eles”. Seguindo a mesma lógica, Monique também tem tudo para virar exemplo de bom gosto para quem entende do assunto: “Vou abrir o show do Jorge Ben Jor no Morro da Urca, na sexta-feira. Há um tempo venho querendo gravar alguma música de Jorge e acho que a oportunidade pode ser esta.

Vai ser um prazer conhecê-lo”. Quanto a isso, não temos dúvidas, Monique. Quem passava pela Concha Acústica do Parque de Exposições, no início da madrugada de sexta para sábado, se surpreendia com a quantidade de gente.

Quem, então, estaria ali para tirar tantos fãs baianos de um show do Chiclete com Banana, que rolava concomitantemente, no Palco 2011? Era Luiza Possi que, em nova fase de carreira consolidada, esbanjava personalidade e carisma no palco. “Incrível! Ainda estou com a adrenalina à flor da pele. Muito bom reencontrar este público baiano tão querido”, revelou a cantora.

Mas adrenalina mesmo, Luiza deve estar encontrando entre os candidatos exóticos do Ídolos , já que, agora, oficialmente, a cantora faz parte da nova composição da banca de jurados do programa. E o que será que Luiza tem presenciado durante as audições que têm rolado por estes dias? “Vejo coisas inacreditáveis! Tanto para o lado positivo quanto para o negativo. Mas acho que o grande termômetro mesmo é o arrepio”. Bom, como a cantora está prestes a escolher um novo rosto da música brasileira, perguntamos a ela, então, o que há na música de hoje que faltava na de antigamente? “Acho que as canções vêm trazendo uma linguagem mais atual, com gírias, por exemplo.

Isso é muito importante para a liberdade de expressão. Da mesma forma que você faz a língua hoje, você faz música. Isso é muito agregador”. Alguém ainda tem dúvidas de que Luiza entende de música?.