O céu e o inferno para dois fenômenos do futebol

ELES FORAM batizados com o mesmo nome e jogam nos times mais populares do Brasil: Flamengo e Corinthians. A ambos, a natureza presenteou com um dom. Tornaram-se supercraques, coroados com o título de melhores jogadores do planeta.

Dos brasileiros, a quem brindaram com a Copa do Mundo, ganharam um diminutivo carinhoso. São os Ronaldinhos, um gaúcho e outro carioca, admirados onde quer que se saiba o que é uma bola de futebol.

No entanto, anteontem, eles viveram momentos opostos.

Ronaldinho Gaúcho foi aclamado pela torcida rubro-negra carioca em sua estreia com a camisa vermelha e preta. Já Ronaldo Fenômeno transformou-se no judas a ser malhado pela massa corintiana, indignada com a eliminação precoce na Taça Libertadores da América, frente ao obscuro Tolima, da Colômbia.

Locutores antigos do rádio diziam que no futebol vale a máxima “a mão que afaga é a mesma que apedreja”. Na vitória, tudo aos ídolos; na derrota...

Portanto, é bom lembrar que, há pouco mais de dois anos, o Ronaldo do Corinthians era recebido com grande festa no clube paulista. Assim como acontece com os flamenguistas agora, os corintianos eram só alegria e empolgação com a contratação de impacto. Ronaldo, porém, sente o peso dos anos e das operações e não foi nem a sombra do craque de outros tempos. Agora, é execrado sem dó pelos que o veneravam.

No Rio, Ronaldinho e o Fla estão em lua de mel. Mas é bom que ele confirme as expectativas ou experimentará, amanhã, o que o xará vive hoje.