Dilma defende fim imediato da repressão na Síria

Presidente também se manifestou contra ação armada da comunidade internacional na Líbia

Em discurso no Fórum do Ibas (grupo formado por Índia, Brasil e África do Sul), em Pretória, na África do Sul, diante dos demais chefes de Estado, a presidente Dilma Rousseff pediu um diálogo nacional para que se chegue à paz na Síria. 

Dilma defendeu o fim imediato da repressão na Síria, onde o governo tem reagido com violência aos protestos contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

"Muito se fala da responsabilidade de proteger. Pouco se fala da responsabilidade ao proteger. Esta responsabilidade ao proteger foi objeto das iniciativas da África do Sul, da Índia e do Brasil", disse Dilma.

"Na Síria, nós defendemos o fim imediato da repressão e encorajamos o diálogo nacional para alcançar uma saída não violenta."

No Fórum do Ibas, a presidente Dilma se manifestou ainda contra a ação armada da comunidade internacional na Líbia. Este ano, França e Grã-Bretanha bombardearam posições do antigo regime de Muamar Kadhafi, obedecendo a uma resolução da ONU. O bombardeio foi crucial para derrubar Kadhafi.

"Na Líbia, atuamos orientados pela certeza de que intervenções armadas e especialmente as realizadas com base no direito internacional não trazem a paz, nem protegem os direitos humanos", disse a presidente brasileira.

Dilma teve um encontro reservado com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma. Depois, ambos se reuniram com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh. Um dos temas é a decisão de firmar uma posição comum sobre a crise econômica internacional a ser apresentada na Cúpula do G20, em Cannes, na França, que ocorrerá nos próximos dias 3 e 4.