Strauss-Kahn e escritora passam por acareação

Tristane Banon acusa o ex-diretor do FMI de tentativa de estupro 

A acareação entre o ex-diretor do FMI Dominique Strauss-Kahn e a escritora francesa Tristane Banon, que acusa o político de tentativa de estupro em 2003, chegou ao fim nesta quinta-feira na sede da polícia judicial de Paris.

Com um leve sorriso e sem fazer declarações, Strauss-Kahn deixou a Brigada de Repressão da Delinquência da Pessoa (BRDP) pouco depois das 11H30 (6H30 de Brasília). Ele passou duas horas e meia no local.

Banon, de 32 anos, solicitou a acareação como parte das investigações preliminares ordenadas pela promotoria após a denúncia apresentada em julho pela escritora.

A acareação aconteceu sem a presença dos advogados e na mesma sala, o que não é comum em casos de crimes sexuais.

O ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), acusado em maio de tentativa de estupro por uma camareira de um hotel de NY, o que encerrou, no momento, sua carreira política, nega qualquer ato de violência contra Banon.

Durante um primeiro interrogatório em 12 de setembro, Strauss-Kahn admitiu que fez "avanços" sobre a jovem. Mas em uma entrevista, DSK afirmou que a versão dos fatos apresentada por Banon é "imaginária e caluniosa".

Banon afirma que em fevereiro de 2003, em um apartamento de Paris no qual Strauss-Kahn complementava uma entrevista concedida dias antes na Assembleia Nacional, o político tentou estuprá-la.

Após a acareação, a promotoria tem três opções: declarar a prescrição dos fatos, arquivar a denúncia ou abrir uma processo a cargo de um juiz de instrução.

Banon afirmou que se a denúncia for arquivada, pretende apresentar uma ação na justiça civil