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Kadafi pode ter deixado a Líbia e os rebeldes avançam

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TRÍPOLI - Os rebeldes líbios, que conquistaram na sexta-feira a principal passagem de fronteira com a Tunísia, continuavam avançando neste sábado ante o agonizante regime de Muamar Kadafi, que pode ter fugido para a Argélia.

Combates esporádicos eram registrados na frente oriental e em Trípoli, enquanto vários países pediam a reconciliação. A comunidade internacional também quer evitar ações de vingança.

Um comboio com seis carros blindados que poderia transportar altos dirigentes líbios, incluindo o coronel Muammar Kadafi, passou na sexta-feira pela fronteira entre Líbia e Argélia, informou a agência oficial egípcia Mena, citando uma fonte militar líbia rebelde.

"Seis Mercedes blindados passaram na manhã desta sexta-feira pela cidade de Ghadames", revelou a agência, que cita um conselheiro militar líbio desta localidade situada na fronteira com a Argélia.

O comboio foi escoltado até sua entrada na Argélia pelo chefe de uma "katiba" (brigada), explicou o militar rebelde, acrescentando que não pôde atacá-lo por falta de munição.

"Pensamos que transportavam altos dirigentes líbios, possivelmente Kadafi e seus filhos".

Kadafi está desaparecido desde a entrada dos rebeldes em Trípoli, no final de semana passado.

Uma fonte do governo argelino, no entanto, considerou pouco provável a entrada de Kadafi no país. A Argélia afirma que mantém uma "estrita neutralidade" e se nega a interferir nos assuntos internos do país vizinho.

Argel não reconheceu o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político da rebelião.

Na região oeste da Líbia, os rebeldes assumiram o controle de Ras Jdir, área de fronteira com a Tunísia, e hastearam a bandeira da rebelião.

Na frente oriental, a Otan informou neste sábado que continua bombardeando Sirte, cidade natal de Kadafi, e afirmou ter destruído, entre outros equipamentos, 11 veículos com armas e um blindado.

De acordo com um colaborador da AFP, na frente oriental, os combatentes leais a Kadafi resistem em Ben Yawad, 140 km ao leste de Sirte. Também eram registrados confrontos em Ras Lanuf, 20 quilômetros mais ao leste.

Em um clima ainda tenso, a ONU, a União Africana (UA), a Liga Árabe e a União Europeia (UE) pediram a todas as partes no conflito que evitem represálias, anunciou Catherine Ashton, chefe da diplomacia da UE.