A cidade de Nova York, que recebeu ordens de evacuação nas regiões mais baixas devido à aproximação do furacão Irene, está caótica devido ao grande número de pessoas que se deslocam para comprar suprimentos e fugir das áreas de risco. A definição foi feita pela brasileira Sandra Oksman, 33 anos, produtora de cinema que mora na cidade há um ano. "Vim do Brooklyn agora e os metrôs estavam lotados às 15h", algo que raramente acontece, segundo a paulistana.
De acordo com Sandra, os supermercados têm filas "gigantes". "Parece fim de Copa do Mundo no Brasil", comparou ela. Sandra mora em Williamsburg, "na fronteira entre o 'tá tudo bem' e o 'pode acontecer alguma coisa'", como ela mesma define. Entretanto, a brasileira planejou passar a noite na casa de amigos. "É a festa do furacão", brincou Sandra.
Para a produtora de cinema, as autoridades "estão exagerando" com tantos alertas antes do furacão Irene, que agora está na categoria dois em uma escala que vai até cinco. "Quando teve a tempestade de neve (no ano passado), a cidade não deu conta", lembrou Sandra. "A cidade ficou parada por três dias. Não passou caminhão de lixo por 10 dias. Eles estão se precavendo", afirmou ela, que é otimista em relação ao furacão. "Não vai acontecer nada, só uma chuva forte e vento", apostou Sandra.
Furacão Irene se dirige aos EUA
Nesta sexta-feira, várias cidades da costa leste dos Estados Unidos se prepararam para a chegada do furacão Irene, prevista para a manhã de sábado. Nova York deve ser atingida no domingo. O prefeito da cidade, Michael Bloomberg, ordenou que cerca de 250 mil moradores deixem suas casas. O presidente americano, Barack Obama, decretou estado de emergência em Nova York.
Irene atingiu o Caribe e deixou ao menos cinco mortos, mas caiu para a categoria dois, com ventos de 175 km/h. O Centro Americano e Furacões (NHC), no entanto, prevê o aumento da sua força até sábado.