Batalha de Trípoli é o capítulo final para Kadafi, diz Otan 

A batalha nas ruas de Trípoli que se acentuaram nesta terça-feira ao redor do quartel-general de Muammar Kadafi são o capítulo final para o líder líbio, afirmou o porta-voz militar da Otan, Roland Lavoie, em entrevista coletiva concedida na sede da entidade em Bruxelas, na Bélgica.

A porta-voz-chefe da Otan, Oana Lungescu, afirmou que "remanescentes do regime de Kadafi ainda lutam uma batalha perdida". A Otan confirmou que empregou aeronaves para sobrevoar Trípoli nesta terça-feira, mas não confirmou que bombardeou o quartel-general de Kadafi. Contudo, a entidade diz que efetuará bombardeios se os militante pró-Kadafi seguirem lutando.

Lavoie afirmou que a situação na Líbia ainda é complexa e perigosa e que a entidade está investigando se foram realizados ataques a civis para efetuar novos ataques. "Nossa missão na Líbia ainda não terminou", disse. Ele também pediu aos militantes pró-Kadafi que abandonem o conflito e entreguem as armas.

Lavoie disse que Kadafi não é um alvo da entidade, mas que o comando do regime é um de seus alvos. Ele informou as forças do regime sofreram severas baixas devido à deserções.

Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional

Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.

A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Menos de 48 horas depois, no dia 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos