Estudantes fazem um novo dia de protestos no Chile

Estudantes de escolas e universidades protestaram, esta quinta-feira, nas ruas de Santiago para exigir melhoras na educação e um aporte fiscal maior ao seu financiamento, em protestos que terminaram com 27 detidos, informou a polícia.

Os colegiais se concentraram nas imediações da Praça Itália, no centro da capital chilena, mas por se tratar de uma manifestação não autorizada, a polícia a dissolveu com jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo.

Os jovens atiraram pedras e pedaços de pau, em confrontos que deixaram 27 detidos, segundo a polícia.

Já os universitários se reuniram nos arredores do ministério da Educação, ao lado do palácio presidencial de La Moneda, também no centro, em um protesto que reuniu mil pessoas e que se dissolveu de forma pacífica.

"Propomos um mecanismo de acesso universitário com equidade e que garanta a permanência e o retorno dos alunos mais vulneráveis", disse a líder estudantil Camila Vallejo.

Em outras cidades do país, como Valparaíso e Concepción, os protestos se repetiram. Os estudantes advertiram que se não obtiverem resposta, convocarão uma greve nacional na próxima semana.

As universidades públicas chilenas não são gratuitas e convivem com uma ampla gama de instituições privadas. Os alunos têm acesso a elas mediante uma prova de seleção anual, enquanto o pagamento pode ser feito mediante bolsas de estudo ou créditos avalizados pelo Estado.

O Chile tem hoje quase um milhão de estudantes universitários.

Os colegiais, no entanto, repudiam uma lei geral de educação, aprovada no Congresso, e pedem maior aporte do Estado à educação pública.

No país, 10% dos estudantes frequentam escolas privadas; 40%, municipais, e o restante, colégios mistos, nos quais os pais e o Estado pagam, juntos, as mensalidades.