Uma comissão governamental israelense aprovou, esta quinta-feira, a construção de 1.520 residências em dois bairros de colonização judaica em Jerusalém Oriental ocupada e anexada por Israel, disse à AFP uma ONG anticolonização.
O anúncio ocorre quando o premier israelense, Benjamin Netanyahu, se prepara para viajar aos Estados Unidos esta noite para uma importante visita ao presidente Barack Obama.
Segundo uma porta-voz da associação israelense Ir Amim, a comissão de planejamento do Ministério do Interior autorizou definitivamente a construção de 620 residências em Pisgat Zeev e aprovou outras 900 no bairro de colonos de Har Homa, perto da cidade palestina de Belém, na Cisjordânia.
Netanyahu havia ordenado em várias ocasiões fazer reuniões dedicadas a projetos de colonização em Jerusalém oriental.
O chefe de governo israelense deve partir na noite desta quinta-feira para Washington, onde fará um esperado discurso no Congresso, na terça-feira. Netanyahu será recebido na sexta pelo presidente americano, Barack Obama.
O anúncio, considerado "infeliz", de um projeto de colonização em plena visita a Jerusalém do vice-presidente americano, Joe Biden, em março de 2010, desencadeou protestos internacionais.
Desde a conquista de Jerusalém Oriental, em junho de 1967, Israel construiu nessa região de maioria árabe (270.000 palestinos) doze bairros de colonização, onde moram mais de 200.000 israelenses, e proclamou toda a cidade como sua capital "eterna e indivisível".
Esta anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional, que considera o setor oriental de Jerusalém um território ocupado.
Os palestinos querem fazer de Jerusalém oriental a capital do Estado ao qual aspiram.