Protesto de estudantes chilenos termina com 18 detidos

Cerca de 15 mil estudantes se manifestaram nesta quinta-feira no centro de Santiago para exigir uma maior contribuição estatal à educação superior, em uma manifestação na qual se uniram professores e empregados fiscais, e que terminou em incidentes que deixaram 18 detidos, confirmou a polícia à AFP.

A manifestação, convocada pela Confederação de Estudantes do Chile, avançou pela Alameda central para exigir mudanças profundas na educação universitária do país, nas mãos, em sua maioria, de entidades privadas.

"A multidão presente na marcha revela que há um descontentamento geral em relação ao modelo em nosso país que afeta o sistema educacional", afirmou a líder estudantil Camila Vallejo.

À manifestação se uniram o Colégio de Professores, reitores de universidades públicas e funcionários destas entidades, além de empregados fiscais e líderes da Central Única de Trabalhadores (CUT).

O protesto ocorreu de forma pacífica em grande parte de seu percurso, mas ao chegar nos arredores do palácio presidencial de La Moneda começaram os confrontos entre estudantes e policiais.

Policiais repeliram o protesto com bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água, em distúrbios que bloquearam por alguns instantes o trânsito na avenida Alameda e deixaram 18 detidos, segundo a polícia.