ONU cobra explicações dos Estados Unidos sobre morte de Bin Laden

NOVA YORK - O investigador independente para as Execuções Extrajudiciais da Organização das Nações Unidas (ONU),  Christof Heyns, cobrou hoje do governo dos Estados Unidos a divulgação de detalhes sobre a operação que levou à morte do líder e fundador da Al Qaeda, Osama bin Laden. Segundo ele, os peritos devem avaliar a legalidade da operação.

Em comunicado divulgado hoje, Heyns apelou ao presidente norte-americano, Barack Obama. “O governo norte-americano deve revelar os fatos para permitir uma avaliação em termos dos princípios legais internacionais de direitos humanos”, disse ele. “É especialmente importante saber se o planejamento da missão permitia um esforço para capturar Bin Laden”.

A cobrança de Heyns vai ao encontro da posição de outros representantes da ONU, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e de organizações de direitos humanos. O governo dos Estados Unidos afirma que o ataque foi planejado de acordo com as leis norte-americana e internacional.

Bin Laden foi morto no último domingo (1º) em uma mansão localizada a 100 quilômetros de Islamabad, capital do Paquistão. Foi uma ação das  forças especiais norte-americanas. Ele estava desarmado e foi atingido com tiros no peito e na cabeça. O corpo do líder foi lançado ao mar, seguindo os preceitos da religião muçulmana, segundo as autoridades norte-americanas.