WASHINGTON - O terrorista saudita Osama bin Laden, morto no último domingo em uma operação norte-americana no Paquistão, vivia há "5 ou 6 anos" na sua mansão em Abbottabad, nas proximidades da capital Islamabad. A informação, da rede BBC, foi passada por um conselheiro para assuntos terroristas do presidente americano Barack Obama.
John Brennan, principal assessor do presidente para assuntos de combate ao terrorismo, disse ser "inconcebível" a ideia de que Bin Laden vivesse em Abbottabad sem uma rede de apoio no Paquistão, aliado crucial dos Estados Unidos na "luta contra o terror" lançada em 2001 pelo então presidente George W. Bush.
Passada a euforia da noite de domingo, onde comemorações populares tomaram as ruas de Nova York e Washington, um sentimento de revolta passou a dominar o discurso de alguns parlamentares americanos, que exigem explicações das autoridades em Islamabad: como é possível que Bin Laden vivesse confortavelmente instalado bem debaixo de seus narizes? Em um país que recebe bilhões de dólares em ajuda dos Estados Unidos anualmente?
No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada 'guerra ao terror', iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush .
Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .
A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional.
Enquanto a secretária de Estado dos EUA afirmava que a batalha contra o terrorismo continua , o alerta disseminado em aeroportos horas depois da notícia simboliza a incerteza do impacto efetivo da morte de Bin Laden no presente e no futuro.
Com AFP